Jornal Correio Braziliense

Ciência e Saúde

Técnicas de transgenitalização aumentaram 33 vezes no Brasil em sete anos

Segundo especialistas, o procedimento de criação da genitália feminina é o que tem apresentado os melhores resultados



Para a construção do pênis, o paciente precisa tomar testosterona diariamente, o que deixa a voz mais grave, interrompe a menstruação, dá ganho de massa muscular e pode provocar a calvície, embora aumente o crescimento de pelos. Outra técnica visa o desenvolvimento do clitóris, que tem a mesma origem embrionária do pênis, embora um cresça e o outro não. Quando o clitóris alcança 6cm, ele é retirado do púbis para ser reimplantado e ter autonomia de movimento. A uretra é aumentada usando tecido da antiga vagina. Os testículos são formados com o tecido dos grandes lábios vaginais, no qual são colocadas duas próteses esféricas de silicone.

No caso inverso, tira-se apenas o testículo extirpado para que não haja risco de câncer no futuro. Todas as demais estruturas são aproveitadas para dar forma à vagina. ;Fazemos um esvaziamento do cilindro peniano, dos corpos cavernosos e esponjoso, que viram a uretra. Fazemos uma inversão, como se virássemos o pênis ao avesso, criando um canal entre o reto e próstata. Esse se torna o canal vaginal. Em seguida, posicionamos os dois corpos cavernosos que ladeiam a neovagina, simulando o grande lábio. Exteriorizamos a uretra e cortamos o excesso para fazer o novo orifício. Com a pele da bolsa escrotal é feita a vulva. É preciso que a paciente use um molde por seis meses para que não ocorra o fechamento do canal;, detalha Cesário.

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