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Estado de Minas

Antropólogos desvendam segredos das múmias chinchorro

Objetivo é reconstituir a aparência do povo que habitou a costa que banha o Deserto do Atacama de 10.000 a 3.400 a.C


postado em 23/12/2016 06:00 / atualizado em 23/12/2016 00:51

Especialistas mostram um dos exemplares escaneados: reconstituição(foto: Martin Bernetti/AFP)
Especialistas mostram um dos exemplares escaneados: reconstituição (foto: Martin Bernetti/AFP)
 
 
Antropólogos chilenos começam a desvendar os segredos das múmias da cultura chinchorro, consideradas as mais antigas do mundo. Numa tentativa de reconstituir a aparência do povo que habitou a costa que banha o Deserto do Atacama de 10.000 a 3.400 a.C, e também para identificar quais os rastros genéticos estão presentes na população chilena de hoje, os especialistas escanearam 15 corpos mumificados —  na maioria, bebês e fetos. "O objetivo é entender melhor seu modo de vida: desde sua dieta até saber se seus genes continuam presentes em nós", disse Verónica Silva, curadora da área de antropologia do Museu Nacional de História Natural de Santiago, à agência France Presse.

Os antropólogos enfrentam limitações para estudar a cultura chinchorro, que não deixou outros vestígios além de seus mortos. Sabem, entre outras coisas, que eram pescadores e caçadores que viveram numa região onde hoje estão o sul do Peru e a cidade chilena de Antofagasta. E que estão entre os primeiros povos a mumificar artificialmente seus mortos com um complexo tratamento para desmembrar e reconstruir os corpos, um processo que os cientistas buscam compreender.  As múmias chinchorro têm cerca de 7.400 anos de antiguidade, ao menos 2.000 a mais que as múmias egípcias.

As múmias foram escaneadas na semana passada na Clínica Las Condes, em Santiago. O exame mostrou "milhares de imagens de menos de um milímetro", segundo relatou à agência France Presse Marcelo Gálvez, chefe de radiologia do centro que colabora com a investigação. "Será feita a dissecação desses corpos de forma virtual, sem tocá-los, de modo a nos asseguramos de conservá-los por mais 500 mil anos", acrescentou.
 
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