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Correio Braziliense

Sete anos após acordo, Brasil é excluído de consórcio de astronomia

Conselho do ESO rescindiu o contrato com o governo brasileiro %u2014 que nunca pagou nem ratificou acordo


postado em 13/03/2018 10:37

Esta imagem de folheto obtida do European Southern Observatory (ESO) mostra a comparação de tamanho dos planetas do sistema solar(foto: AFP)
Esta imagem de folheto obtida do European Southern Observatory (ESO) mostra a comparação de tamanho dos planetas do sistema solar (foto: AFP)

O Observatório Europeu do Sul (ESO), maior consórcio de pesquisa astronômica do mundo, se cansou de esperar pelo Brasil. Sete anos após assinar acordo para admitir o País como primeiro membro não europeu, o Conselho do ESO rescindiu o contrato com o governo brasileiro - que nunca pagou nem ratificou o acordo.

Segundo o Conselho, o ESO seguirá aberto para acolher o Brasil a "qualquer momento". O valor do acordo era de 270 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão), que deveriam ser pagos até 2021. O ESO, nesse período, tratou o País como membro interino. Projetos de astrônomos brasileiros eram avaliados como se o Brasil fosse membro, o que dá vantagens competitivas. 

Agora, com a rescisão do contrato, cientistas brasileiros que quiserem usar os observatórios do ESO terão de concorrer como representantes de um país não membro, com critérios muito mais rígidos de seleção.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações disse defender a participação do País no ESO e fazer "gestões junto ao governo federal" pela adesão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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