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Correio Braziliense

Uma lua 'extravagante' entre as 12 novas descobertas em volta de Júpiter

O planeta já é conhecido por ter 79 luas em sua volta


postado em 17/07/2018 18:39

(foto: Handout/AFP)
(foto: Handout/AFP)

 
Uma dúzia de novas luas foram descobertas em volta de Júpiter, o que eleva seu número de luas conhecidas a 79, a maior quantidade entre os planetas de nosso sistema solar, anunciaram astrônomos nesta terça-feira, 17/7.

Uma das novas luas foi descrita como uma "verdadeira extravagância" pelo pesquisador Scott Sheppard, do Carnegie Institution for Science, devido a seu pequeno tamanho, apenas um quilômetro de diâmetro. 

Também "tem uma órbita como nenhuma outra lua joviana" descoberta e é "provavelmente a menor lua conhecida de Júpiter", acrescentou. 

Esta lua rara demora cerca de um ano e meio para dar a volta em Júpiter, e orbita em um ângulo inclinado que faz com que cruze em seu caminho com uma série de luas que viajam de forma retrógrada, ou seja, na direção oposta à rotação de Júpiter. 

"Esta é uma situação instável", disse Sheppard. "As colisões frontais poderiam desintegrar os objetos rapidamente e reduzi-los a pó". 

Esta lua, junto com outras duas descobertas, orbitam na direção da rotação do planeta. 

As luas internas demoram cerca de um ano para dar a volta em Júpiter, e as externas, o dobro do tempo. 

Todas as luas podem ser fragmentos que se separaram quando colidiram sendo corpos cósmicos maiores, dizem os astrônomos, que propuseram batizar a extravagante de "Valetudo", como a bisneta do deus romano Júpiter, deusa da saúde e da higiene. 

O astrônomo italiano Galileo Galilei descobriu as primeiras quatro luas de Júpiter em 1610. 

A equipe atual de astrônomos não estava buscando novas luas de Júpiter; estava explorando os céus em busca de planetas para além de Plutão, quando as luas cruzaram o caminho de seu telescópio. 

As novas luas foram observadas pela primeira vez em 2017 graças a um telescópio situado no Chile e operado pelo Observatório Astronômico Óptico Nacional dos Estados Unidos. Os especialistas levaram um ano para confirmar suas órbitas com uma série de outros telescópios situados nos Estados Unidos e no Chile.

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