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Correio Braziliense

Estudo: mulheres sobrevivem mais a infarto se forem atendidas por médicas

Pesquisadores da Universidade de Harvard notaram que além dos sintomas diferentes dos de homens, os médicos têm dificuldade de tratar pacientes mulheres


postado em 06/08/2018 19:45 / atualizado em 06/08/2018 21:24

(foto: Rodger Bosch / AFP)
(foto: Rodger Bosch / AFP)
Tampa, Estados Unidos - Uma mulher vítima de um infarto nos Estados Unidos tem mais chances de sobreviver se o médico que atendê-la na emergência for uma mulher porque seus sintomas são diferentes dos de homens e os médicos têm dificuldade de tratar pacientes mulheres, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (6/8).

Pesquisadores da Universidade de Harvard se basearam em mais de 500 mil casos de pessoas que deram entrada em emergências por infarto do miocárdio na Flórida entre 1991 e 2010. Eles encontraram uma diferença "chamativa" na sobrevivência quando o paciente e médica são do mesmo gênero ou não.

Quando uma mulher estava sendo atendida por uma médica, "houve um efeito significativo e positivo na sobrevivência", segundo as conclusões publicadas na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Quase 12% dos pacientes morrem depois de serem tratados na emergência por um ataque do coração. Mas, ao associar as pacientes com médicas "a probabilidade de morte caiu 5,4% em relação a esta referência". Estudos prévios tinham mostrado que as mulheres são mais propensas a não resistir a um ataque cardíaco que os homens. 

Mas qual o motivo dessa disparidade? Alguns especialistas sugeriram que é porque os sintomas das mulheres são diferentes, ou porque elas têm a tendência de esperar mais do que homens para buscar cuidados médicos. Mas o estudo de Harvard apresenta uma nova explicação: "a maioria dos médicos são homens e eles têm dificuldade de tratar as pacientes". 

Os autores do estudo determinaram que a probabilidade das pacientes mulheres de um médico masculino morrerem era menor se ele houvesse atendido mulheres ao longo de sua carreira. Contudo, "dado o custo (humano) da aprendizagem dos médicos homens no trabalho, poderia ser mais eficaz aumentar a presença de médicas" nos serviços de emergência, sugeriram.

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