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Correio Braziliense

UnAids lança site direcionado a jovens recém diagnosticados com HIV

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS lançou nesse sábado (1º/12), Dia Mundial de combate à Aids, um novo canal, para que jovens possam buscar informações confiáveis sobre o vírus


postado em 02/12/2018 13:56 / atualizado em 02/12/2018 14:30

(foto: Unaids/ Divulgação)
(foto: Unaids/ Divulgação)
 
O Brasil é o país referência quando o assunto é tratamento de HIV/Aids. Apesar das campanhas, o número de casos de infecção entre jovens de 15 a 24 anos tem crescido nos últimos dez anos. Segundo o Ministério da Saúde, as taxas dobraram entre jovens do sexo masculino  dentro desta faixa etária. E na maioria dos casos, a primeira coisa que eles fazem é procurar explicações na internet. Por isso, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) criou um novo site, direcionado a jovens, com linguagem e formatos próprios para o público. O Deu positivo, e agora? tem o objetivo de oferecer informações corretas e de confiança aos jovens que tiverem recebido diagnóstico positivo recentemente.
 
"A ideia do projeto é suprir essa necessidade de informação sobre HIV. Que as pessoas possam chegar e encontrar, em um só lugar, informações que sejam de qualidade, acolhedoras e de uma forma que seja também leve", explica Georgiana Braga-Orillard, diretora do UNAIDS no Brasil. 
 
No Deu positivo, e agora? o internauta tem acesso a uma série de informações. Quando fazer o teste? O que é janela imunológica? O teste pode falhar? O que é falso positivo? Com colaboradores, separados por vídeos curtos, de 2, 3 minutos, os criadores de conteúdos desvendam essas e outras questões importantes para quem descobriu ter contraído o HIV recentemente. 
 
Apesar de o teste e o tratamento serem gratuitos, oferecidos pelo Serviço Único de Saúde, a adesão ao programa ainda é um desafio para as autoridades de Saúde. Das pessoas estimadas vivendo com HIV no país, 84% já fizeram o teste e deu positivo. Destas, 75% estão em tratamento para o HIV. Dentro deste grupo de pessoas em tratamento, cerca de 92% apresentam carga viral indetectável, ou seja, não transmitem o vírus e têm uma boa qualidade de vida
 
Quase 200 mil de pessoas diagnosticadas com HIV não se encontram em tratamento por algum motivo. Entre elas, estão os jovens, que apresentam o menor nível de adesão aos antiretrovirais.
 
Além de incentivar a adesão ao tratamento, os materiais reunidos no site têm o objetivo de mostrar que é possível viver com HIV e ser saudável, ter relacionamentos e filhos, por exemplo. "A gente percebeu que as pessoas, quando recebem o diagnóstico positivo para o HIV, geralmente correm para a internet para buscar informação. Só que percebemos também que, na internet, há muita desinformação", diz Georgiana Braga-Orillard, diretora do UNAIDS. 
 
No Brasil, o Ministério da Saúde estima que 866 mil pessoas viviam com o HIV. Os números são do boletim epidemiológico da pasta, divulgado em 2017. A meta é garantir que, até 2020, todas as pessoas vivendo com HIV no país sejam diagnosticadas; que 90% das pessoas diagnosticadas estejam em tratamento; e que 90% das pessoas em tratamento alcancem carga viral indetectável. 

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