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Correio Braziliense

Cães conseguem identificar ataques epiléticos pelo olfato, revela estudo

Resultados podem ajudar na criação de métodos para identificar a convulsão antes que ela ocorra


postado em 28/03/2019 17:00 / atualizado em 28/03/2019 17:16

Um dos cachorros participantes do estudo: alto índice de acertos(foto: Reprodução)
Um dos cachorros participantes do estudo: alto índice de acertos (foto: Reprodução)
Estudo publicado na revista especializada Scientific Reports mostra que cachorros são capazes de identificar ataques epiléticos em humanos a partir dos odores corporais dos pacientes. Os resultados apontam que, futuramente, as convulsões poderão ser antecipadas — por equipamentos ou cães de companhia — a partir de cheiros exalados por pessoas com epilepsia, mas que são imperceptíveis para o ser humano.

Pesquisas anteriores já mostraram que cães conseguem identificar pelo olfato doenças como câncer de mama e de pulmão. A possibilidade de usar o faro canino para detectar convulsões, porém, ainda não havia sido estudada.

Nos experimentos, um grupo de pesquisadores de instituições francesas expuseram cinco cães — três fêmeas e dois machos — ao odor do corpo e da respiração colhido de pacientes em três situações: em repouso, após a realização de exercícios físicos e enquanto eles tinham uma convulsão. 

Até 100% de acerto

Depois, os animais foram treinados a apontar, em recipientes dispostos no laboratório, qual deles continha amostras do odor exalado durante um ataque epilético (veja vídeo abaixo). Os dados mostram que o nível de acerto dos cinco cães em todas as sessões realizadas variou de 67% a 100%.


 
Os resultados sugerem que, apesar da variedade de ataques epiléticos e odores corporais individuais, as convulsões estão associadas a cheiros específicos. Com a identificação das características em comum desses odores, pode ser possível, no futuro, criar métodos de antecipação dos ataques.

Os pesquisadores, porém, informam que, para isso, mais estudos serão necessários, incluindo análises químicas detalhadas do material colhido com os pacientes. Outra dúvida a ser respondida é se o mesmo odor identificado pelos cães já está presente minutos antes da convulsão.

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