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Correio Braziliense

8% da população brasileira ainda não relaciona o tabagismo com o câncer

Além disso, 62% ainda não relacionam o mal à obesidade e sobrepeso, e 1/3 acredita que a doença é resultado de traumas psicológicos


postado em 16/04/2019 09:50

Clientes utilizam narguilé em bar no Sudoeste(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Clientes utilizam narguilé em bar no Sudoeste (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Apesar de 100% dos entrevistados da pesquisa Ibope realizada pelo Instituto Oncoguia conhecerem ou, ao menos, ouvirem falar da palavra câncer, 8% ainda ainda não relaciona o tabagismo com a doença. Os dados foram apresentados no IX Forúm Nacional Oncoguia realizado nesta terça-feira (16/4). Além disso, 62% ainda não relacionam o mal à obesidade e sobrepeso, e 1/3 acredita que a doença é resultado de traumas psicológicos.

A presidente e fundadora do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, se preocupa com os dados revelados pelo estudo. "Esse número que não já deveria ser 0%", analisa. A pesquisa foi realizada em fevereiro de 2019 com 2002 pessoas com idades entre 16 e 55 anos, sendo 48% mulheres e 52% homens. 

No Brasil, a estimativa para 2019 é que 634 mil novos casos de câncer sejam  descobertos. O número equivale a mais de um caso por minuto. Por isso, Luciana reforça que acabar com o preconceito com a doença ainda é um dos desafios do setor. "Precisamos trocar o medo do câncer por mais cuidado contínuo", afirma. 

Para Luciana, a notícia positiva da pesquisa foi a descoberta de que 60% da população tem uma perspectiva positiva em relação a doença, onde 43% acham que o câncer pode ser curado se for detectado no início.

No entanto, mais da metade, 56%, ainda não acredita que é possível diagnosticar rápido um câncer. 73% não acham possível iniciar o tratamento em até 60 dias no Brasil. O maior motivo é a fila de espera nos hospitais.

Por outro lado, 38% tem uma perspectiva negativa. Desses, 16% veem a doença como uma sentença de morte, 15% pensam na doença como uma fonte de sofrimento e dor e 7% tem medo até de usar a palavra. "Não temos uma política robusta que contemple as séries de avanço na oncologia, com metas claras", ponderou a presidente executiva.

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