Ciência e Saúde

Anvisa autoriza realização de testes rápidos para Covid-19 em farmácias

A resolução pretende aumentar a capacidade de enfrentamento da pandemia

Marisa Wanzeller*
postado em 28/04/2020 11:12
Profissional tirando sangue de mão para teste rápido de Covid-19A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (28/4), por unanimidade, que testes rápidos para Covid-19 sejam realizados em farmácias e drogarias. A decisão foi tomada durante a 6; reunião da diretoria colegiada da instituição.

O diretor-presidente da Anvisa e relator da medida, Antonio Barra Torres, pontua que a ação ;se coaduna com as medidas adotadas pelas esferas de governo no sentido de aumentar a capacidade de enfrentamento da pandemia;. Assim, segundo ele, ;o aumento do rol de estabelecimentos de saúde realizadores de testes será uma estratégia útil na diminuição da aglomeração de indivíduos, bem como, a diminuição da procura de serviço médico em estabelecimentos da rede pública, já altamente demandada;.

A resolução, portanto, autoriza, em caráter temporário e excepcional, a utilização de testes rápidos em farmácias desde que disponham, durante o horário de funcionamento, de profissional tecnicamente capacitado a realizar os testes. ;Reforça-se que a opção pela realização dos testes em tais estabelecimentos não é obrigatória, sendo opcional para aqueles que atenderem aos requisitos da proposta;, enfatizou o relator.

Dessa forma, ficam suspensos os efeitos do parágrafo 2; do artigo 69; e do artigo 70; da resolução RDC n;44 de 17 de agosto de 2009, que dispõe sobre a aferição de parâmetros fisiológicos e bioquímicos permitidos nos estabelecimentos em questão.

[SAIBAMAIS]Na reunião, Torres relembrou que os testes rápidos não possuem caráter de diagnóstico da Covid-19, sendo apenas um recurso auxiliar. ;Resultados negativos dos testes rápidos não excluem a infecção por Sars-Cov-2, assim como, resultados positivos não devem ser usados como evidência absoluta de infecção;, afirmou.

A vigência da resolução encerra a partir do reconhecimento, pelo Ministério da Saúde, de fim da emergência pública e de importância nacional.
*Estagiária sob supervisão de Fernando Jordão

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