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Correio Braziliense

Pessoas estão fazendo menos sexo na quarentena, diz 1º estudo sobre o tema

Pesquisa foi realizada no Reino Unido e apontou que menos de 40% dos adultos entrevistados têm mantido qualquer tipo de atividade sexual durante isolamento social


postado em 26/05/2020 19:43 / atualizado em 26/05/2020 20:03

Casal caminha protegido com máscaras: estudo feito na Inglaterra aponta redução de atividade sexual durante quarentena(foto: AFP)
Casal caminha protegido com máscaras: estudo feito na Inglaterra aponta redução de atividade sexual durante quarentena (foto: AFP)
Começam a sair os estudos que investigam os hábitos sexuais durante o período de quarentena. O primeiro artigo do tipo foi publicado nesta terça-feira (26/5) na revista especializada The Journal of Sexual Medicine. E a conclusão é: as pessoas estão fazendo menos sexo durante o isolamento social implementado para conter o novo coronavírus.

A pesquisa foi feita no Reino Unido e foi liderada pelos professores Lee Smith, da Anglia Ruskin University (ARU), e  Mark Tully, da Ulster University. Foram entrevistados 868 adultos residentes na Inglaterra. Desses, apenas 39,9% disseram ter participado de qualquer forma de atividade sexual nos sete dias anteriores à entrevista.

Dos quase 40% que tinham tido algum tipo de atividade sexual, a maior parte era jovem, homem e casada. Os autores também notaram que a atividade sexual era maior entre as pessoas que consomem bebidas alcoólicas.

"Esse nível baixo de atividade sexual poderia ser explicado pelo fato de as pessoas estarem se sentindo ansiosas e estressadas. Além disso, aqueles que não são casados ou não vivem com um companheiro podem não ter condições de se encontrar com o parceiro. O mesmo está acontecendo com aqueles que costumam recorrer aos aplicativos de relacionamento", analisa Lee Smith em um comunicado à imprensa.


Impactos na saúde e na mente

Para os pesquisadores, é importante investigar como a pandemia de covid-19 está afetando a vida sexual. Isso porque estudos anteriores mostraram que uma vida sexual ativa e saudável está associada a uma melhora da saúde física, incluindo uma redução de problemas cardíacos. Uma vida sexual ativa também foi associada a benefícios mentais e cognitivos. Por isso, para os especialistas, os governos poderiam adotar mensagens aconselhando as pessoas a manterem a atividade sexual durante o isolamento social.

Muitas pesquisas já mostraram que uma atividade sexual frequente e sem preocupações é importante para o bem-estar e a saúde de maneira geral, sendo isso especialmente verdade para adultos mais velhos. Porém, adultos mais velhos têm se mostrado menos engajados no sexo durante o isolamento", afirma Smith. 

O pesquisador se mostrou surpreso com o resultado. "Quando começamos a pesquisa, esperávamos que haveria uma nível maior de atividade sexual devido ao isolamento em casa. Mas encontramos um nível bastante baixo", diz.

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