Ciência e Saúde

Covid-19: Estudo aponta que mortes de crianças são muito raras

Os pesquisadores enfatizam que o estudo envolveu apenas pacientes que procuraram ajuda médica e foram testados para a covid-19. Dessa forma, casos mais leves da doença podem não ter sido incluídos

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 26/06/2020 06:00
Pesquisas têm mostrado que o novo coronavírus é menos letal e agressivo em criançasUma nova investigação científica traz dados que reforçam a suspeita de que as crianças sofrem formas menos graves da covid-19. A equipe analisou 582 jovens na Europa e concluiu que mortes provocadas pela enfermidade são muito raras em pacientes pediátricos. Os dados foram divulgados, ontem, na última edição da revista especializada The Lancet Child & Adolescent Health.
O estudo incluiu informações de voluntários com 3 dias a 18 anos. Embora a maioria dos jovens tenha sido internada (62%) em razão da covid-19, menos de um em cada 10 pacientes necessitou de tratamento em terapia intensiva. Os pesquisadores enfatizam que o estudo envolveu apenas pacientes que procuraram ajuda médica e foram testados para a covid-19. Dessa forma, casos mais leves da doença podem não ter sido incluídos. Por isso, a equipe aconselha não extrapolar os números observados para a população em geral.

No entanto, eles afirmam que as descobertas devem ser levadas em conta no planejamento da demanda por serviços de terapia intensiva à medida que a pandemia avance. %u201CNosso estudo fornece a visão mais abrangente da covid-19 em crianças e adolescentes até o momento. Ficamos felizes ao observar que a taxa de mortalidade em nosso grupo de análise foi muito baixa, e é provável que seja substancialmente mais baixa ainda, uma vez que muitas crianças com doença leve não teriam sido levadas à atenção médica%u201D, afirma, em comunicado, Marc Tebruegge, principal autor do estudo e pesquisador do Instituto de Saúde Infantil Great Ormond Street da University College London, no Reino Unido.

Pico inicial

O estudo foi realizado de 1; a 24 de abril de 2020, durante o pico inicial da pandemia na Europa. Envolveu 82 instituições de saúde especializadas em 25 países. O sintoma mais comum relatado foi febre (65%), seguido de sinais de infecção do trato respiratório superior (54%), evidências de pneumonia (25%) e sintomas gastrointestinais (22%).
Cerca de 92 crianças (16%) eram assintomáticas, sendo que a maioria foi testada por ter tido contato próximo com alguém infectado pelo coronavírus. Quatro pacientes morreram durante o período do estudo %u2014 dois deles tinham condições médicas preexistentes e mais de 10 anos de idade. Ao fim do estudo, 4% dos jovens ainda apresentavam sintomas da doença ou precisavam de apoio para a respiração.

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