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Correio Braziliense

Vacina contra ebola com tecnologia usada para covid-19 é aprovada na Europa

Segundo a fabricante, a mesma tecnologia que permitiu o desenvolvimento da vacina está sendo utilizada para criar terapias contra o coronavírus e até o HIV


postado em 02/07/2020 17:37 / atualizado em 02/07/2020 17:39

Profissionais que trabalham no combate ao ebola na África(foto: AFP / Isaac Kasamani)
Profissionais que trabalham no combate ao ebola na África (foto: AFP / Isaac Kasamani)
A União Europeia aprovou a comercialização de uma vacina para o ebola, a segunda contra a doença a receber autorização do bloco de países. 

Segundo o chefe global da Janssen Research & Development, Mathai Mammen, a tecnologia usada no densevolvimento da vacina, a AdVac, feita a partir de um vetor viral, é a mesma testada em possíveis vacinas contra o coronavírus.

"A mesma tecnologia está sendo usada para desenvolver vacinas candidatas a proteger contra SARS-CoV-2, bem como zika, RSV e HIV". A da covid-19 está em fase de testes e a expectativa é que a fase final comece em setembro. 

Em entrevista coletiva, a comissionária da UE Mariya Gabriel comemorou o resultado. "Hoje, podemos nos alegrar por ter apoiado o desenvolvimento da vacina contra o ebola com financiamento da União Europeia, em parceria com o setor farmacêutico europeu sob a Iniciativa de Medicamentos Inovadores. Isso demonstra, mais uma vez, o poder da colaboração e da liderança europeia em pesquisa e desenvolvimento para enfrentar as ameaças globais à saúde", afirmou. 


Surto de ebola na África

A vacina foi testada em um total de 6.500 adultos, adolescentes e crianças em oito testes clínicos na Europa, África e nos Estados Unidos. A vacina consiste em duas doses: uma da substância zabdeno e a outra de mvabea, administradas com oito dias de intervalo. 

No início de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que a República Democrática do Congo apresentou um novo surto de ebola. Entre  2014 e 2016, 11 mil pessoas morreram da doença na África Ocidental.

A primeira vacina contra o vírus foi aprovada em 2019. Para que a nova forma de imunização possa ser levada para a África, ainda é preciso de uma autorização da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

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