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Correio Braziliense

Vacina chinesa contra covid-19 que será testada no DF chega ao Brasil

Nove mil profissionais da saúde de seis unidades federativas, incluindo o DF, foram selecionados. O estudo começa por São Paulo e já nesta semana segue para os demais centros brasileiros


postado em 20/07/2020 10:45 / atualizado em 20/07/2020 14:11

A estimativa é de concluir todo estudo da fase três em até 90 dias(foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)
A estimativa é de concluir todo estudo da fase três em até 90 dias (foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)
Vinte mil doses da vacina chinesa contra a covid-19 chegaram ao Brasil, na madrugada desta segunda-feira (20/7), e começam a ser testadas em nove mil voluntários da área de saúde na terça-feira (21/7). Os estudos começam por São Paulo, onde 890 médicos e paramédicos que não foram infectados pelo vírus vão receber a potencial imunização nesta terceira etapa de testes para verificar a eficácia das doses.

"Os testes da CoronaVac, uma das vacinas em fase mais avançada, começam no hospital das clínicas em São Paulo, um dos maiores centros de tratamento do coronavírus do mundo e maior centro de saúde da América Latina", detalhou o governador de SP, João Doria, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

Uma comissão de pesquisadores internacionais irá avaliar os voluntários em consultas agendadas a cada duas semanas. A estimativa é de concluir todo estudo da fase três em até 90 dias. "Vamos informar aqui à opinião pública brasileira e internacional sobre evolução de cada resultando, respeitando os critérios éticos, científicos e contratuais de pesquisa. É um grande dia para ciência brasileira, dia de esperança para milhões de brasileiros e também para habitantes de outros países onde essa vacina poderá também ser aplicado", declarou Doria. 

Além dos testes em São Paulo, a vacina será distribuída no âmbito do estudo para Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Os participantes foram selecionados por meio de uma plataforma do Instituto Butantan, que fechou a parceria com a produtora chinesa da vacina.

Teste anteriores

A vacina já foi administrada com sucesso em cerca de mil pessoas na China nas fases de teste um e dois. Anteriormente, foi testada em macacos. Agora, o Butantan iniciará o ensaio clínico para  verificar eficácia, segurança e o potencial do medicamento para produção de respostas imunes ao coronavírus. 

"Acredito eu que o Brasil está em uma posição de expectativa não só para os brasileiros, mas para o mundo. Podemos ter aqui no Brasil a primeira vacina a ser usado em massa e essa perspectiva em termos temporais é muito favorável. Estamos no meio de uma epidemia, temos muitos casos e um ambiente ideal para testar mas essa vacina", afirmou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas.

Durante a fala, Covas afirmou ter confiança nesta vacina, se referindo a ela como a mais avançada em termos de histórico por ter uma tecnologia conhecida e usada na produção de outras vacinas, o que garante uma vantagem competitiva. "A competição é contra a epidemia e essa vantagem nos dá esperança de chegarmos rapidamente à população", explicou. Se a vacina for efetiva, o Instituto Butantan vai receber da Sinovac, até o fim do ano, 60 milhões de doses para distribuição. 

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