Ciência e Saúde

Vacina contra covid-19 testada em macacos apresenta resultados animadores

Esta é uma das duas vacinas ocidentais, junto com a elaborada pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório australiano AstraZeneca, que começou a ser testada em grande escala

Agência France-Presse
postado em 28/07/2020 21:30
Esta é uma das duas vacinas ocidentais, junto com a elaborada pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório australiano AstraZeneca, que começou a ser testada em grande escalaUma vacina desenvolvida pela empresa de biotecnologia Moderna, em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), gerou uma "robusta" resposta imunológica ao frear a replicação da COVID-19 nos pulmões e nariz de primatas, segundo resultados divulgados nesta terça-feira (28).

Esta é uma das duas vacinas ocidentais, junto com a elaborada pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório australiano AstraZeneca, que começou a ser testada em grande escala. Os Estados Unidos investiram quase 1 bilhão de dólares para apoiar as pesquisas.

Sete de oito macacos vacinados neste estudo e expostos quatro semanas depois ao novo coronavírus não registraram uma replicação detectável do patógeno em seus pulmões dois dias depois, e nenhum dos oito animais tinha a presença do vírus no nariz, de acordo com os resultados publicados nesta terça-feira na revista médica New England Journal of Medicine.

[SAIBAMAIS]Os cientistas constataram que a administração da vacina, em duas doses com 28 dias de diferença, não só gerou anticorpos contra o coronavírus, mas também produziu linfócitos T (ou células T), indispensáveis para a resposta imunitária.

"É a primeira vez que uma vacina experimental contra a COVID-19 testada em primatas mostra sua capacidade de produzir um rápido controle viral nas vias respiratórias superiores", analisou o NIH em comunicado.

Os cientistas notaram que a vacina desenvolvida por Oxford não teve efeito na quantidade de vírus no nariz nos macacos.

Reduzir a quantidade de vírus nos pulmões tornaria a doença menos agressiva, enquanto a diminuição do número de vírus no nariz de uma pessoa infectada limitaria o potencial de contaminação para outros seres.

Apesar dos resultados esperançosos, somente os testes em humanos que estão em andamento permitirão comprovar de fato a eficácia da vacina.

A vacina de Oxford/AstraZeneca, que está sendo testada no Brasil, poderá ter resultados definitivos a partir de setembro. Para a Moderna, a previsão é outubro.

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