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Correio Braziliense

Confiança do comércio tem alta de 3,3% em relação a janeiro

Otimismo com cenário econômico atual é destaque, com alta de 46,3% em relação ao mesmo período do ano passado


postado em 27/02/2018 18:48 / atualizado em 02/03/2018 15:01

 
Otimismo com cenário econômico atual é destaque, com alta de 46,3% em relação ao mesmo período do ano passado
 
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 113,2 pontos no mês de fevereiro, mantendo-se acima da zona de indiferença (100 pontos). Na comparação com janeiro, o indicador evoluiu 3,3%, na série com ajuste sazonal. Já ante o mesmo período de 2017, o aumento foi de 18,5%. “A leve melhora do nível de consumo, devido à queda da inflação, início do processo de recuo no custo do crédito e no desemprego, resultou no aumento do otimismo por parte do empresário quanto ao cenário atual”, explica Bruno Fernandes, economista da CNC.
 
O subíndice que mede a avaliação das condições correntes pelo comerciante apresentou aumento mensal de 6,1%, na série com ajuste sazonal, e 46,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Neste fevereiro, 48,8% dos comerciantes consideram o desempenho do comércio melhor do que há um ano. Em fevereiro de 2017, esse percentual havia atingido 28,4% dos consultados. Apesar disso, o componente continua na zona negativa (abaixo dos 100 pontos), com 90,4 pontos.
 
Em relação ao ano passado, a percepção dos varejistas sobre as condições atuais melhorou expressivamente em todos os itens avaliados (economia, setor e empresa), com destaque para a economia, com aumento de 69,9%. Agora em fevereiro, 43,2% dos comerciantes consideram que a economia está melhor do que há um ano.
 
Expectativas aumentam 
 
O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio aumentou 1,5% em relação a janeiro e 8% na comparação anual. O componente segue como o único subíndice da pesquisa acima da zona de indiferença, com 153,1 pontos. 
 
As perspectivas em curto prazo em relação ao desempenho do comércio (+8,1%), da própria empresa ( 5,7%) e da economia ( 10,6%) melhoraram em comparação com o mesmo período de 2017. Na avaliação de 83,6% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos seis meses à frente.
 
Mais intenção de investir 
 
O subíndice que mede as intenções de investimento do comércio teve novo aumento em fevereiro deste ano ( 2,4%). Na comparação com 2017, a elevação foi de 15,7%, com destaque para o aumento da intenção de investir na empresa ( 25,9%).
 
Considerando a perspectiva de melhor desempenho das vendas e contratações, nota-se maior intenção de contratar funcionários ( 17,2%) do que em fevereiro de 2017, assim como maior intenção de renovar os estoques ( 5,6%).
 
Estoques acima do esperado 
 
Para 25,9% dos comerciantes consultados em fevereiro, o nível dos estoques está acima do que esperavam vender, proporção menor do que a apontada em janeiro (27,5%). Esse percentual, que indica insatisfação quanto ao nível dos estoques, tem reduzido e converge, mês após mês, para a média histórica do indicador (24,8%).
 
Para este ano, a previsão da CNC é que o comércio registre alta de 5%, podendo resultar no maior crescimento das vendas desde 2012. Esse cenário se baseia na percepção de continuidade de menor pressão de preços no curto prazo, além de uma expectativa de recuo no custo do crédito e recuperação do emprego e da renda ao longo do ano. 
 
 

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