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Correio Braziliense STARTUPS

Startup brasiliense combina mundo das criptomoedas com mercado tradicional

Fundadores da Octabank, empresa que torna as tecnologias financeiras acessíveis, contam sobre o processo de construção desse projeto


postado em 29/11/2018 17:15 / atualizado em 27/12/2018 19:21

Texto: Luana G. Silveira
Edição: Camila de Magalhães

Os sócios Breno Brito e Davi Figueiredo trazem uma proposta de negócio que preza pela ética e transparência para mediar investimentos financeiros(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)
Os sócios Breno Brito e Davi Figueiredo trazem uma proposta de negócio que preza pela ética e transparência para mediar investimentos financeiros (foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)

De olho no universo das criptomoedas, a startup Octobank surge no mercado das empresas de tecnologia financeira com o objetivo de aliar as melhores práticas do mercado às melhores tecnologias dessa área. Relacionando mercado tradicional e inovação tecnológica, a startup oferece um portfólio de criptomoedas que facilita a diversificação para o cliente que deseja investir, mas não possui conhecimento e tempo, contando com um veículo de investimento em criptomoedas, que é similar a um fundo.

 

Os fundos de investimento reúnem recursos de vários investidores que aplicam em ativos financeiros de uma mesma segmentação, dependendo da estratégia do fundo. Já as criptomoedas são moedas digitais que utilizam as tecnologias de blockchain e criptografia que asseguram a validação das transações realizadas por meio destas. A blockchain valida as criptomoedas por meio de uma lista de registros, ou blocos, que são protegidos pela criptografia, funcionando como um livro-registro que é operado por uma rede de computadores, em que cada um possui uma cópia do histórico de transações, que impede possíveis alterações nos registros, garantindo segurança e transparência.

 

O projeto Octobank surgiu em 2017, quando Breno Brito, profissional atuante do mercado financeiro e especialista em investimento e riscos, notou a ausência de uma empresa que oferecesse um serviço seguro e transparente em relação ao mundo das criptomoedas. A ideia saiu do papel com a chegada de Davi Figueiredo, administrador, desenvolvedor JavaScript e investidor do Bitcoin desde 2013. Cofundador da startup, Figueiredo conta que o Octabank está inaugurando duas soluções no mercado: “Uma delas é o fundo de investimento para quem tem interesse no mercado de criptomoedas e a outra é um blockchain, para empresas que desejam passar segurança e transparência de forma simples, onde o cliente pode verificar o que acontece na empresa”, explica.

 

PERSISTÊNCIA E PAIXÃO

Davi Figueiredo entrou no ecossistema empreendedor cedo: aos 17 anos, trabalhava vendendo produtos de forma autônoma. Também foi proprietário de empresas nas áreas de telecomunicação e de logística. Para ele, as experiências que deram errado não são negativas, mas sim, fazem parte do processo de aprendizagem e expertise pelo qual todo empreendedor deve passar. Isso sem falar na paixão pelo projeto, algo que considera fundamental. 

O que me faz persistir é a perspectiva de transformação da nossa sociedade. O propósito que me move é o de tornar as inovações e as soluções da área tecnológica acessíveis ao conhecimento das pessoas. Por isso, criamos o Octabank.

Davi Figueiredo, cofundador Octabank

 

OPORTUNIDADE DE ACELERAÇÃO

A fim de alavancar a empresa, a dupla de idealizadores participou do processo seletivo e foi uma das contempladas para receber mentorias e investimento como participante do 6º CAMP (Cotidiano Acelera Meu Projeto), programa de aceleração da Cotidiano Aceleradora de Startups, que acontece no espaço da Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, da Fundação Assis Chateaubriand. Para Breno Brito, a experiência tem proporcionado aprendizados que não obteriam de outra maneira. “O CAMP nos colocou em contato com especialistas do universo empreendedor, que nos oferecem mentorias importantes para o sucesso da nossa startup. Nossa meta com essa experiência é conquistar novos clientes e alcançar outros investidores”, observa.

 

APRENDENDO COM OS ERROS

Figueiredo aponta que, para alcançar a meta estabelecida para o projeto, é necessário ter muita fé e paciência. Caso contrário, a desistência pode afundar a ideia, pois é um processo que engloba diversos erros e falhas. Nesse contexto, o alinhamento com o propósito pessoal se torna essencial ao trilhar o caminho pretendido, defende o empreendedor, que entende a vida como uma roda gigante. “Se a roda está por baixo, a tendência é que vá subir depois. Por isso, enquanto estiver segurando as pontas por estar em uma situação complicada, lembre-se que logo irá melhorar”, afirma ele, ao ressaltar que é melhor tentar, mesmo pecando, do que cruzar os braços.