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Correio Braziliense INOVAÇÃO

Artigo: Negócios disruptivos imprimem nova cara ao empreendedorismo

Mas afinal, por que vale a pena empreender com disrupção? E como isso afeta os negócios? Quem explica é Mariana Borges, da Comunidade Ei


postado em 24/01/2019 11:31 / atualizado em 25/01/2019 16:04

Por Mariana Borges*

 

"Empresas que incorporam o pensamento disruptivo em todas as suas práticas de negócios, para obter proposições diferenciais de valor competitivo, se tornam marcas dominantes da categoria, garantindo sua perenidade ao longo do tempo", observa Mariana Borges (foto: Raimundo Sampaio/Esp. Encontro/D.A Press)

 

De tempos em tempos, surgem expressões na sociedade que ganham força –ainda que muitas se dissipem, num curto espaço de tempo – e uma alta carga de simbologia por trás. Foi assim com “empoderamento feminino”, “protagonismo social”, “economia criativa”, “meritocracia”, entre tantas outras.

 

Uma expressão relativamente nova, no entanto, tem chamado a atenção: empreendedorismo disruptivo. Na prática, este tipo de negócio cria novos mercados e substitui modelos de negócios existentes. Além disso, eles modificam completamente a forma como um setor ou segmento de mercado funciona e como a oferta de um produto/serviço é feita.

 

Para completar, os negócios disruptivos se apresentam aos consumidores de uma maneira completamente nova, que jamais seria indicada por uma pesquisa de mercado. Até porque, muitas vezes, estes mercados não existem e, portanto, não podem ser analisados.

 

Mas quais seriam as diferenças desse modo de empreender em comparação ao tradicional? As organizações buscam se diferenciar no mercado apresentando, periodicamente, novidades aos seus consumidores. Estas novidades, por mais inovadoras que pareçam, são apenas o aperfeiçoamento do serviço/produto de forma constante e gradual. Usualmente, são consideradas apenas inovações incrementais. As empresas tradicionais lutam, ainda, para conquistar participação de mercado em uma tentativa de sobreviver.

 

Nos dias de hoje, as empresas que incorporam o pensamento disruptivo em todas as suas práticas de negócios, para obter proposições diferenciais de valor competitivo, se tornam marcas dominantes da categoria, garantindo sua perenidade ao longo do tempo. Com isso, elas se tornam mais bem-sucedidas.

 

Diante desta contextualização, você, leitor, deve estar se perguntando: por que empreender de forma disruptiva? Quais benefícios isso irá trazer ao empreendedor e ao seu negócio? A resposta é simples: com o mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) que enfrentamos hoje, a melhor forma de aumentar a competitividade dos negócios é rompendo o status quo. Em outras palavras, nunca esteve tão atual a frase de Peter Drucker: "A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo."

 

Pois bem. Mais cedo ou mais tarde, os empreendedores verão suas empresas ou seus mercados sendo afetados por algum tipo de inovação que pode provocar a disrupção no seu jeito de fazer negócio. Criar um negócio disruptivo, portanto, é fazer você próprio este movimento.

 

Mas como os profissionais podem aplicar isso na prática? Ao adotar modelos de negócios disruptivos e exponenciais, os empreendedores criam soluções para as necessidades dos cientes com o uso de tecnologias, como: Inteligência Artificial, Blockchain, Realidade Virtual, Internet da Coisas (IoT) e Ciência de Dados. Também adotam novas metodologias de gerenciamento como as usadas pelas lean startups (startups enxutas), por exemplo.

 

O fato é que até mesmo as indústrias mais conservadoras já estão sendo afetadas pelos negócios disruptivos. É o caso do mercado automotivo, com Tesla e Uber; do imobiliário, com Airbnb eWework; e do varejo, com Ebay e Amazon.

 

Seguindo esta linha de raciocínio, a Comunidade Ei! colabora para que este conceito seja difundido no ecossistema empreendedor do Distrito Federal. Trocando em miúdos, trazemos para os empreendedores que participam da Jornada Ei uma série de conceitos e experiências para que eles avaliem as mais relevantes para o seu negócio e adotem e tornem seu modelo de negócio cada vez mais viável a longo prazo. Alguns destes conceitos são Inovação Aberta, Design Thinking, Cocriação, Business Model Canvas, Metodologia Agile, Scrum, entre vários outros.

 

E você, já teve uma ideia disruptiva hoje? Estamos ansiosos para conhecê-la e te ajudar a tirá-la do papel!

 

*Mariana Borges é superintendente da Fundação Assis Chateaubriand e uma das idealizadoras do programa Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, além de esposa, mãe, sagitariana, velejadora, flautista, voluntária e intraempreendedora.