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Correio Braziliense EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA

Educação empreendedora de base: importante passo para quem quer fazer o negócio dar certo

Com o objetivo principal de achar um propósito para o empreendimento, a base ajuda o empreendedor a se autoconhecer e experimentar


postado em 23/04/2019 16:32 / atualizado em 27/05/2019 17:26


No empreendedorismo falamos de pessoas. Na administração falamos de negócios.(foto: Freepik)
No empreendedorismo falamos de pessoas. Na administração falamos de negócios. (foto: Freepik)
 
 
Texto: Ana Clara Alves

“Grandes clubes de futebol, como o Barcelona, investem muito em contratações de grandes jogadores, mas também investem muito em suas categorias de base, no processo de formação do atleta, nos fundamentos principais que necessitam para alcançar o sucesso. Por sua vez, nem todos acabam sendo atletas de alto rendimento, mas as chances de se destacarem são grandes após a passagem pela base”. É assim que Márcio Falcão, formado em Educação Física e empreendedor desde os 17 anos no segmento fitness, entende a educação empreendedora de base. 
A base vem com o pretexto de fazer o interessado em empreender refletir sobre o que o motiva e, a partir disso, dar os próximos passos e admitir experiências. Dentro do espaço de educação, aprende a lidar com as mudanças do mundo, com o porquê de estar ali, consegue achar o seu propósito e trabalhar o autoconhecimento. Só depois acontece a modelagem de negócios, em que são apresentadas as ferramentas usadas e proporcionadas. Tudo isso sendo um espaço de colaboração. 
Sendo assim, é um local que proporciona experimentação. São ultrapassados os limites da ideia da criação do negócio para que o ser humano seja respeitado. Assim, surge a diferença entre Administração e Educação Empreendedora. 
A Administração tem a finalidade apenas de mostrar ferramentas e instrumentos que podem ser utilizados na hora de gerir um negócio. “No empreendedorismo, falamos de pessoas. Na Administração, falamos de negócios”, completa Falcão. 
Porém no Brasil, essa educação ainda não é disseminada. Segundo a última pesquisa do IBGE, realizada em 2016, a taxa de fechamento de empresas é alta, principalmente a partir de 2014. “A abertura de empresas gera empregos e recursos para o Estado. A economia circula e isso é importante para o país. Se for investido dinheiro na educação de base, a estatística pode melhorar”, alerta Márcio. O déficit na disseminação faz com que o empreendedor abra seu negócio sem o devido preparo e acabe fechando as portas pouco tempo depois. 

O empreendedor só terá noção do negócio quando testa, coloca em prática, tem um time e tem propósito naquilo que faz. Só irão colocar dinheiro no negócio quando atestarem que aquilo será de bom proveito. E para ter toda experiência é necessário passar pela educação empreendedora de base. “Construir programa de base não é barato, mas custa muito menos que investir na empresa e ela correr o risco de não dar certo. Grandes investidores devem investir na base, para quando chegarem na competição do mercado estarem preparados e não perderem dinheiro”, completa Márcio Falcão. 

Sobre a Ei! – A Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, da Fundação Assis Chateaubriand, é um ambiente de conexão, conhecimento e experiências inovadoras, que surgiu em agosto de 2017 para transformar empreendedores de dentro para fora. Nesta comunidade, acredita-se na força das conexões, no aprender fazendo, na criação coletiva, entre outros. Desde o ano passado, são realizados diversos eventos que reúnem pessoas que pensam diferente e acreditam no potencial inovador da cidade. A Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores está no Facebook e Instagram, com o perfil @ComunidadeEi.