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Correio Braziliense EMPREENDEDORISMO

Universitários de olho no empreendedorismo

Empresas juniores são oportunidade interessante para dar experiência a quem quer começar a empreender. Entenda como funciona esse trabalho e aproveite as dicas para ser um empreendedor na universidade


postado em 30/10/2019 15:52 / atualizado em 30/10/2019 16:56

No Distrito Federal, as empresas juniores mais populares são as que oferecem serviços de gestão administrativa, mas é possível adaptar esse movimento a qualquer tipo de setor, a depender do curso de graduação dos universitários participantes(foto: Shutterstock)
No Distrito Federal, as empresas juniores mais populares são as que oferecem serviços de gestão administrativa, mas é possível adaptar esse movimento a qualquer tipo de setor, a depender do curso de graduação dos universitários participantes (foto: Shutterstock)

 

Texto: Maria Júlia Spada
Edição: Camila de Magalhães

 

Se nos anos 2000 o maior objetivo de boa parte dos jovens universitários era passar em um concurso público após conclusão do ensino superior, hoje o cenário é diferente. Jovens na faixa etária entre 18 e 34 anos estão em busca de liberdade e de colocar ideias em prática. E eles têm descoberto que isso é possível por meio do empreendedorismo.

 

Segundo a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2017 do Sebrae, o percentual de jovens que tinham negócios em fase inicial em 2017 atingiu a marca de 57%, o que representa mais de 15 milhões de jovens. Mas se a ideia de empreender ainda parece distante para você, as empresas juniores podem ser uma ótima oportunidade de entrada no mercado e de iniciação no setor empreendedor.

 

Empresas juniores são formadas por estudantes de graduação que criam uma empresa para oferecer serviços à comunidade local. “É um movimento de cunho empreendedor, obrigatoriamente vinculado à universidade e com o objetivo de emplacar ações para a sociedade, por meio de projetos”, explica Vinicius da Cruz, diretor de relacionamento da Federação das Empresas Juniores do DF (Concentro).

 

Fazer parte de uma empresa júnior é um grande diferencial no mercado de trabalho e essencial no processo de formação dos profissionais do futuro. Um universitário que passa por uma empresa júnior adquire muito mais experiência prática e torna-se indispensável para os recrutadores

Vinícius da Cruz, Concentro

 

 

Em 2016, as empresas juniores foram regulamentadas pela lei 13.267, que autorizou o movimento a atuar juntamente com as universidades. Portanto, seus fins são educativos e não financeiros. Quem participa desse movimento exerce um trabalho voluntário. Todo o faturamento da empresa é revestido para capacitação e infraestrutura.

 

Segundo Vinicius da Cruz, as empresas juniores estão em fase de crescimento no Distrito Federal graças ao interesse dos jovens por empreender nos últimos anos. “Nós conseguimos observar a abertura de vários negócios, tanto de pessoas que já saíram da universidade, quanto de quem ainda está estudando. A tendência é esse cenário só crescer”, afirma o representante da Concentro.

 

No Distrito Federal, as empresas juniores mais populares são as que oferecem serviços de gestão administrativa, mas é possível adaptar esse movimento a qualquer tipo de setor, a depender do curso de graduação dos universitários participantes.

 

Como funciona o trabalho das empresas juniores

 

- Vinculo com a universidade: é obrigatório o vínculo dos participantes de uma empresa júnior com a universidade. “Esse vínculo gera bons frutos para os universitários, porque o ambiente acadêmico proporciona contatos com as pessoas da área que podem ajudar no desenvolvimento da empresa”, explica Vinicius.

 

- Valores: as empresas juniores cobram pelos serviços oferecidos, mas são preços mais baixos dos que os oferecidos pelo mercado. E todo esse dinheiro deve ser reinvestido na própria empresa.

 

- Público: o principal público das empresas juniores são os pequenos e médios negócios, além dos empreendedores locais que possuem menos capital para investir em serviços. Além de serviços para empreendedores, as empresas juniores também já alcançaram o setor público. “Por estar crescendo no mercado, o movimento já tem influência na economia local. No último ano, as empresas faturaram R$ 2,6 milhões na capital federal e realizaram mais de 1.500 projetos”, ressalta o diretor da federação.

 

Dicas para empreender no meio universitário

 

- Ter noção de mercado: é essencial saber quais serviços têm mais demanda e qual a necessidade de cada região. O importante é se diferenciar em meio à concorrência.

- Competitividade: entender o mercado é essencial para conseguir sobreviver em meio à competitividade das empresas juniores, como explica Vinicius. “Muitas empresas juniores oferecem serviços e projetos parecidos, por isso é importante os universitários terem referência de mercado para não serem prejudicados.”

- Cursos profissionalizantes: para buscar essas referências, o essencial é fazer cursos profissionalizantes além da faculdade. “Nem sempre as faculdades ensinam como lidar com o mercado, por isso é preciso ir além e buscar se especializar em competências necessárias para fazer um bom gerenciamento da empresa júnior”, reforça o diretor da Concentro.

- Buscar exemplos: é importante manter contatos com pessoas que já fazem parte do mercado e que possam compartilhar experiências que ajudem os universitários a crescerem no movimento.

 

Sobre a Ei!

Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores é um ambiente de conexão, conhecimento e experiências inovadoras, criado em 2017 pela Fundação Assis Chateaubriand para transformar empreendedores de dentro para fora. Nesta comunidade, acredita-se na força das conexões, no aprender fazendo, na criação coletiva, entre outros. Também são realizados diversos eventos que reúnem pessoas que pensam diferente e acreditam no potencial inovador da cidade. A Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores está no Facebook e Instagram, com o perfil @ComunidadeEi

 

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