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Correio Braziliense EDUCAÇÃO

Como adaptar as instituições aos novos cenários de aprendizagem

Aulas mais dinâmicas e ambientes mais interativos tornaram-se indispensáveis no ensino do século 21


postado em 15/01/2020 13:45 / atualizado em 04/02/2020 18:27

Com a inserção da tecnologia houve uma descentralização do acesso aos conteúdos.(foto: Pixabay)
Com a inserção da tecnologia houve uma descentralização do acesso aos conteúdos. (foto: Pixabay)

 
Texto: Maria Júlia Spada
Entrevista: Camila de Magalhães 
 
Se antes uma sala de aula era limitada aos livros e ao quadro negro, hoje é bem diferente. Alunos e professores convivem diariamente com as inovações tecnológicas e sociais dentro do ambiente escolar. São smartphones com internet ilimitada, conteúdos e informações de fácil acesso e inovações no ensino. Segundo os dados do Censo Escolar 2018, 95% das escolas já têm acesso à internet no Brasil. Neste cenário, é essencial que as instituições acompanhem os novos modelos de aprendizagem para não serem deixadas para trás.

Esses novos cenários do ensino exigem aulas mais dinâmicas e com participação ativa dos alunos no contexto do aprendizado. O professor Rodolfo Bertolini, responsável pelo Centro Universitário Celso Lisboa, considerado um ótimo modelo em inovação do Ensino Superior, explica que o desafio é “descomoditizar” a educação e ir em busca de novas estratégias no ensino. “O importante é criar um trabalho mais colaborativo e mais horizontal dentro da sala de aula, onde alunos e estudantes possam se expressar”.
 
Com a inserção da tecnologia houve uma descentralização do acesso aos conteúdos. Se antes, o professor era o principal meio de informação e de ensinamento, hoje os alunos conseguem encontrar esses elementos ao alcance das mãos, por meio de pesquisas na internet. Mas engana-se quem pensa que o professor perdeu importância em sala de aula por conta dessas inovações. Agora, o desafio de professores e estudantes é entrar em sintonia para mudar as formas de interação no ambiente escolar.
 
“A relação do aluno e do professor deve ser de aprendizagem e não apenas de conteúdo. Estamos acostumados com essa metodologia conteudista, em que no final os alunos são apenas avaliados com uma prova. Isso não é justo nem efetivo”, explica o professor.
 
Para ele, a solução é basear os novos ensinos em estímulos para que os alunos tenham sede para desenvolver-se sozinhos e na prática. “Isso faz com que os ambientes de ensino se tornem muito mais atrativos. Por isso, é
importante incorporar dentro das aulas as tecnologias e inovações”, ressalta.
 
Outro ponto enfatizado pelo professor é a necessidade de adaptar até mesmo os formatos das salas de aulas, criar mesas em que os alunos possam trabalhar em grupo e não apenas sentar-se de costas um para outro. Isso facilita o desenvolvimento de projetos e faz a diferença até mesmo na hora em que estudantes entram no mercado de trabalho, pois tornam-se profissionais
mais capacitados a trabalhar em grupos.
 
 

Conheça algumas tendências tecnológicas na educação que prometem
auxiliar nas mudanças dos cenários de aprendizagem:
 
Mobile learning
Essa tendência incorpora as tecnologias como smartphones e tablets ao ensino e proporciona um novo ambiente aos alunos e professores. Diferente da mentalidade de alguns anos atrás, esses aparelhos não precisam ser mais utilizados apenas em lazer, mas sim, como ferramentas de aprendizagem, principalmente na educação à distância. Além de facilitar o ensino, o uso das tecnologias também tem o poder de engajar mais os alunos, pois os coloca em contato com conhecidos recursos de mídias e textos.

 
Aprendizagem adaptativa
Na aprendizagem adaptativa, o conteúdo pode ser personalizado por meio da
análise do comportamento do estudante, ou seja, nessa tendência, o aluno é
colocado em evidencia no ensino. O conteúdo didático é exibido e adaptado
baseado em exercícios e tarefas dos estudantes.

 
Ensino híbrido
O ensinamento hibrido é a junção do aprendizado online e offline. Essa ferramenta alterna os momentos em que o aluno estuda em grupo presencialmente, com os momentos em que o estudante estuda sozinho em
um ambiente virtual. O objetivo do ensino hibrido é tornar as duas formas de educação complementares, além de fornecer um ensino mais divertido e
eficiente.