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Correio Braziliense

Criadora do e-commerce Sacoleiros de Luxo dá dicas para abrir o próprio negócio

Adriana Lima, 39 anos, é moradora de Ceilândia e começou seu negócio com um capital de apenas R$ 300


postado em 02/04/2018 19:43

"Desenvolvi e lancei uma coleção sozinha, sem nunca ter estudado moda. Dá para começar com R$ 50 ou mesmo R$ 10, vendendo vasinhos de artesanato ou brincos" - Adriana Lima, dona da Sacoleiros de Luxo (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press )


"Desenvolvi e lancei uma coleção sozinha, sem nunca ter estudado moda. Dá para começar com R$ 50 ou mesmo R$ 10, vendendo vasinhos de artesanato ou brincos" - Adriana Lima, dona da Sacoleiros de Luxo (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press )


Descontraída, comunicativa e alto-astral, Adriana Lima, 39 anos, é fundadora da marca de e-commerce Sacoleiros de Luxo. Moradora de Ceilândia, ela começou a empreender aos 14 anos, vendendo cosméticos de revistas para a madrinha. “Fiz um acerto com ela, mas, como era um favor, não esperei por pagamento, no entanto, ganhei uma comissão. Foi aí que tomei gosto pelo dinheiro e desde lá não parei mais”, conta.

Adriana chegou a trabalhar em butiques, cursinhos e em uma clínica de terapia holística. Mas decidiu que não queria mais viver o sonho dos outros e abriu o próprio negócio. “Vi que a vida toda fui vendedora. Decidi fazer algo diferente e oferecer exclusividade nas redes sociais. Criei a marca Sacoleiros de Luxo em 2009, com produtos importados de vários países. Vi que as mulheres precisavam de produtos que as satisfizessem e trouxessem o glamour que elam merecem”, diz.

Em 2011, por conta da demora dos produtos para chegar ao Brasil, parou de importar. Foi aí que Adriana tomou a decisão de fazer camisetas. Hoje, trabalha com produtos próprios, como t-shirts, canecas, quadros e almofadas, entre outros artigos decorativos. Ela começou com um capital de apenas R$ 300. “Desenvolvi e lancei uma coleção sozinha, sem nunca ter estudado moda. Dá para começar com R$ 50 ou mesmo R$ 10, vendendo vasinhos de artesanato ou brincos”, afirma.

Para Adriana, as mulheres não devem desistir dos seus sonhos, sejam eles quais forem. “Se elas querem prestar concursos, se tornarem médica, cabeleireira ou vendedora, tudo bem. As oportunidades estão maiores do que imaginamos, podemos fazer o que quisermos. Temos mais espaço e voz. Eu trabalhava para os outros e não me sentia valorizada. Então, decidi que era hora de partir para outra. Comecei a me questionar no que eu era melhor. E vi que vender era o meu negócio”, frisa.

Referência

Adriana conta com 70 coleções prontas e garante que nunca é tarde para começar o próprio negócio. “Se a gente não mudar a nossa vida agora, ninguém vai mudar. A dificuldade não deve ser usada como empecilho, a oportunidade está em todos os lugares, e as redes sociais estão aí para ajudar”, frisa. “O que temos de gratuito na internet? Redes sociais. Fui para o Orkut na primeira vez e não vendi nada. Passaram dois anos, insisti e comecei a vender como ninguém. Depois fui para o Instagram”, destaca.

A empreendedora se emociona ao falar das dificuldades pelas quais passou. O segredodo sucesso, segundo ela, além de identificar as necessidades dos consumidores, é nunca desistir. Após o longo caminho que percorreu, Adriana montou um ateliê com maquinário próprio e desenvolve produtos com referência internacional. “Muitas vezes, chego a alguma palestra e sou a única negra. Isso para mim é motivo de orgulho, porque estou representando a minha raça. Não é fácil, mas somos nós as protagonistas das nossas histórias”, diz.

Contudo, em vez de ser uma sacoleira comum, Adriana decidi ir para uma loja, escolher o tecido, ir para uma confecção ver como teria que ser o corte das camisetas e a estampa. “Não desisto. Tive que abrir mão de faculdade, de carro. Mas nunca levei em conta as minhas dificuldades. Ando de ônibus até hoje e não tenho vergonha”, afirma. Para ter sucesso no próprio negócio nas redes sociais, ela avalia que é necessário saber usar as oportunidades, ser claro, objetivo, transparente e entregar o que prometeu ao cliente. “Qualidade e respeito são fundamentais. Se o consumidor gostar do serviço, vai falar da sua marca para os outros e ainda defendê-la”, ensina.

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