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Correio Braziliense

SENAI aponta 30 ocupações que devem ser criadas nos próximos des anos

Ocupações serão criadas devido ao uso de tecnologias digitais da quarta revolução industrial


postado em 21/12/2018 11:20 / atualizado em 21/12/2018 11:22

Há dois anos, o tecnólogo em processamento de dados Vanderson de Moura Vauruk, 37 anos, resolveu apostar em um negócio próprio. Com um sócio, montou a startup Hidrobytes para oferecer soluções em internet das coisas (IoT), ferramenta que conecta máquinas e as torna inteligentes. Profissionais como o empreendedor paranaense devem ser cada vez mais requisitados pelas empresas diante do uso intensivo de tecnologias digitais. A previsão do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é de que, em até 10 anos, devem surgir pelo menos 30 profissões relacionadas à chamada Indústria 4.0.


Na lista de novos profissionais, está o Analista de Internet das Coisas, responsável por desenvolver sensores que conectam equipamentos e geram dados essenciais para tomada de decisão nas empresas. Até o momento, as pessoas que já trabalham com essa tecnologia, a maioria empreendedores, têm formação genérica na área de Informática. Vauruk, por exemplo, trabalhou como desenvolvedor e arquiteto de software até encontrar o sócio, Marcos Nadolny, e decidir investir em IoT. “Estudos apontam que, até 2030, vamos ter dez dispositivos para cada ser humano conectado na internet. Imagine o tamanho desse mercado”, diz ele, ao explicar uma das razões de ter criado uma startup na área.


O segmento de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) deve ser um dos mais dinâmicos nos próximos anos, pois a Indústria 4.0 dependerá fortemente do desenvolvimento de softwares e hardwares customizados às necessidades das empresas. O trabalho do SENAI aponta outras quatro novas profissões nessa área: especialista em big data, engenheiro de softwares, engenheiro de cibersegurança e analista de segurança e defesa digital.


Além da área de TIC, a previsão é de que outros sete segmentos devem ter seus processos transformados pelas tecnologias digitais mais rapidamente: Automotivo, Petróleo e Gás, Químico e Petroquímico, Alimentos e Bebidas, Máquinas e Ferramentas, Têxtil e Vestuário e Construção Civil (leia as profissões de cada área no infográfico).
 

Tendência

Na avaliação de Rafael Lucchesi, diretor-geral do SENAI, é importante conhecer as tendências do mercado de trabalho para construir projetos de vida. Para ele, será possível encontrar uma profissão que case com o perfil pessoal diante do grande número de novos negócios e ocupações que devem surgir. “As tecnologias digitais vão criar uma miríade de novos negócios e transformar o mercado de trabalho. As pessoas que compreenderem melhor as tendências e se qualificarem para esse mundo profissional serão mais bem sucedidas”, avalia.


Segundo Lucchesi, o profissional do futuro terá, principalmente, o desafio da aprendizagen permanente, já que as tecnologias estão em constante mutação e de forma rápida. “As pessoas terão um processo contínuo de aprendizagem ao longo da vida; vão precisar se requalificar permanentemente para adquirir novas competências”, prevê. De acordo com o relatório “O Futuro do Emprego”, do Fórum Econômico Mundial, 54% de todos os trabalhadores precisarão de aperfeiçoamento profissional significativo nos próximos anos. Ainda segundo o estudo, 133 milhões de novas ocupações podem surgir até 2022 “mais adaptadas à nova divisão do trabalho entre humanos, máquinas e algoritmos”.


A recomendação dos especialistas aos profissionais que desejam se atualizar é buscar entender quais são as tecnologias que mais impactam em seu mercado. É preciso buscar os cursos que atendam às necessidades específicas de cada profissão. O SENAI inciou neste ano, por exemplo, a oferta de 11 cursos de aperfeiçoamento voltados diretamente às tecnologias da indústria 4.0, como “Programação Móvel para Internet das Coisas” e “Explorando o Big Data”.

 

Confiança

75% - dos entrevistados que conhecem bem as instituições da indústria entendem que o SESI contribui para a formação e qualidade de vida do trabalhador da indústria

73% - dos entrevistados que conhecem bem as instituições da indústria entendem que o SESI contribui para a formação do trabalhador por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA)

62% - dos entrevistados que conhecem bem as instituições da indústria entendem que o SESI contribui para a redução dos acidentes de trabalho na indústria

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