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Correio Braziliense SAUDOSISTA

Na Biblioteca Demonstrativa, Carlos Elias relembra histórias do Zicartola


postado em 29/06/2009 09:37 / atualizado em 29/06/2009 09:44

Quando chegou à cidade em 1975, como servidor do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Elias buscou logo se inserir na cena musical brasiliense. Ligou-se à Aruc, fundou com Paulo Brandão a casa noturna Camisa Listrada e criou o Clube do Samba e a Feira de Música, que comandou no antigo Teatro Galpão. Sempre participativo, ao retornar da França, "onde cumpriu longa temporada na embaixada brasileira", voltou a compor, a produzir shows e a marcar presença nas rodas de samba que passaram a se espalhar por diferentes locais. Figura carimbada em bares como Feitiço Mineiro e Calaf, costuma dar canja ou exibir seu talento de dançarino em shows de amigos. Nesta segunda (29/06), às 19h30, Elias estará à frente do show pelo projeto Bibliomúsica, na Biblioteca Demonstrativa, na Entrequadra 506/507 Sul. Ele terá a companhia do grupo formado por Helena Pinheiro (voz e cavaquinho), Breno Alves (voz e pandeiro), Lucas de Campos (violão sete cordas) e Márcio Bezerra (clarineta e flauta). Revivendo Zicartola é o nome do show que o público verá gratuitamente. Além de criar textos, Elias fará a apresentação e os comentários sobre a primeira casa de samba do Rio de Janeiro, que tinha como proprietários o compositor mangueirense Cartola e a esposa, Dona Zica. Do roteiro, fazem parte músicas como Acontece, Peito vazio, Tive sim e Corra e olhe o céu (Cartola); A flor e o espinho, Folhas secas e Rugas (Nelson Cavaquinho); Nega Dina, Peço licença e Opinião (Zé Kéti); Agoniza, mas não morre (Nelson Sargento), Jurar com lágrima e 14 anos (Paulinho da Viola); Mais feliz e Pressentimento (Elton Medeiros). "O Zicartola, que teve breve existência, entre 1963 e 1965, transformou-se numa referência musical no centro do Rio e ponto de encontro de artistas e intelectuais. Tinha Dona Zica no comando da cozinha e Cartola como figura central. Em torno dele, se reuniam sambistas consagrados da importância de Ismael Silva, Nelson Cavaquinho, Zé Kéti, Nelson Sargento, e outros mais jovens, como Paulinho da Viola e Elton Medeiros", lembra Elias. De acordo com o compositor, que era frequentador do local, o Zicartola inspirou a criação de outras casas de samba no Rio. "Foi lá que surgiu a ideia do Opinião (antigo Teatro de Arena) e de outros lugares onde os sambistas passaram a desenvolver projetos. Participei várias vezes do Fina Flor do Samba, dirigido por Sérgio Cabral (pai do atual governador do estado, Sérgio Cabral Filho) e Teresa Aragão. Esse projeto tinha como atrações os sambistas ligados às quatro grande escolas da época: Xangô da Mangueira, Walter Rosa (Portela), Noel Rosa de Oliveira (Salgueiro) e Jorginho Pessanha (Império Serrano)." Revivendo Zicartola Show com Carlos Elias e grupo nesta segunda (29/06), às 19h30, na Biblioteca Demonstrativa (Entrequadra 5906/507 Sul). Entrada franca. Classificação indicativa livre.

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