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Correio Braziliense

O público é quem decide


postado em 14/02/2010 14:24

Com muito escracho, os humoristas do Pânico conquistaram os jovens e, principalmente, os adolescentes. Tudo o que é lançado no programa vira moda entre a nova geração. Não só os personagens e bordões, como toques de celular e camisetas com estampas e frases irreverentes criadas pelo grupo. Uma das que fazem mais sucesso é a do personagem Zina e o seu famoso “Ronaldo!”. Outras figuras que estão na crista da onda são Freddie Mercury Prateado, interpretado pelo humorista César Polvilho, e Marília Gabriherpes, sátira à jornalista Marília Gabriela, feita por Wellington Muniz, o Ceará. Isso sem falar nos bordões “Cadê o chinelo?” e “Ô Adriano, tá me ouvindo?”, além do “peitinho”, cumprimento bem-humorado, criado para abordar os artistas e que acabou conquistando as ruas.

“A gente nunca imagina o que vai fazer sucesso, ainda mais os bordões. É o público que acaba determinando o que vai pegar ou não. O próprio caso do Antônio Nunes foi assim. Como a gente faz muita externa, acaba se deparando com tipos engraçados. Esse cara estava numa praia, disse Antônio Nunes e o negócio pegou. Nós mesmos nos surpreendemos com o que vai virar sucesso”, revela Emílio Surita, um dos criadores e apresentador do programa.

O Pânico surgiu no rádio (ainda é transmitido pela Jovem Pan FM) em 1993 e estreou sua versão televisiva em 2003. Foi a partir daí que o grupo estourou e conquistou gente de todas as idades. A formação atual conta com Emílio, Marcos Chiesa (Bola), Sabrina Sato, Rodrigo Scarpa (Vesgo), Wellington Muniz (Ceará), Evandro Santo (Christian Pior), Carioca, César Polvilho e Daniel Zukerman (o Impostor ).

Caras de pau
É notório que a maior parte do público do Pânico é formada por jovens, especialmente, adolescentes. Emílio Surita diz que, como eles utilizam muita coisa da internet, e o próprio formato do programa tem um estilo mais leve e jovial, acabam conquistando gente dessa faixa etária. “Nós nunca fizemos um estudo para saber qual idade assiste mais. Nada nesse sentido. Acredito que é um programa para toda a família, mas pelo fato de termos um lado mais moleque, acaba atraindo mais a juventude mesmo”, opina.

O estudante Luan Talles, 16, assegura que na sua casa todo mundo fica grudado na telinha na hora do Pânico. No entanto, admite que é o mais entusiasta da família. “Os humoristas do Pânico não têm limite pra nada. São muito sem noção. Acho que por isso os jovens gostam mais. Meus amigos ficam o tempo todo fazendo ‘peitinho’ ou falando Ronaldo. A gente racha de rir”, comenta.

Já Helton Yukihiro, 16, revela que os pais reclamam um pouquinho, principalmente das apelações, mas no fim das contas, acabam se rendendo ao jeito irreverente dos humoristas. “Eles são muito caras de pau. Fazem o que muita gente tem vontade de fazer, mas não tem coragem. É meio absurdo, mas é legal. Todo mundo, mesmo que nunca tenha assistido, conhece alguma coisa, algum bordão ou brincadeira. Porque, eles conquistam facilmente”, opina.

Atualmente, a turma do Pânico está de férias e, por isso, estão sendo reprisados os melhores momentos de 2009. A nova temporada começa no próximo domingo, dia 21.

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