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Correio Braziliense

Aproximadamente 3 mil pessoas conferiram a performance do Megadeth na área externa do Ginásio Nilson Nelson, na última quinta


postado em 24/04/2010 07:00 / atualizado em 24/04/2010 08:47

Brasília estava com sorte. Conhecido pelo temperamento difícil — já que muitas vezes sai do palco emburrado antes do show acabar —, Dave Mustaine mostrou que estava a fim de festa na primeira apresentação do Megadeth na cidade, realizada na última quinta-feira na área externa do Ginásio Nilson Nelson. “Boa-noite, Brasília. Nós demoramos muito tempo para tocar aqui, por isso vamos ao que interessa”, disse o vocalista e guitarrista da banda americana ao emendar os acordes de Holy wars... the punishment due, música que abre o clássico álbum Rust in peace e a quarta a ser apresentada naquela noite. Tocado na íntegra, visto que a banda está em turnê de comemoração dos 20 anos do disco Rust in peace levou os aproximadamente 3 mil fãs — de acordo com a produção — à loucura. As músicas do antigo LP serviram de base para a apresentação, mas faixas de outros álbuns, como Trust e Symphony of destruction, animaram tanto quanto Lucrettia, Hangar 18 e Five magics (de Rust in peace). Antes do Megadeth entrar em ação, foi exibido nos telões (posicionados à direita e à esquerda do palco) um videoclipe protagonizado por integrantes de bandas brasilienses de metal cantando uma música feita em homenagem ao cinquentenário da capital. Mas os primeiros acordes da noite foram executados pelo quarteto Red Old Snake, grupo da cidade que pratica um som na linha dos americanos do Pantera — com direito até a homenagem ao falecido guitarrista Dimebag Darrell. Às 22h10, ao som da música Black sabbath (da pioneira banda inglesa de som pesado de mesmo nome), os integrantes do Megadeth foram entrando no palco, um a um. Mustaine, claro, foi o mais aplaudido. Se nas primeiras músicas o som para público (o chamado PA) estava baixo e embolado, soou muito mais nítido e alto quando começou a sequência de Rust in peace. A virtuose dos músicos é um show à parte. Em determinado momento, Mustaine, o baixista David Ellefson (o mais simpático dos quatro e justamente ovacionado pelos fãs) e o guitarrista Chris Broderick se alinharam em frente ao palco, um verdadeiro sincronismo do metal. Em Trust, o baterista Shawn Drover mostrou que não está na banda à toa. O único porém fica para o vocal de Mustaine. Ele não conseguiu manter a mesma potência do gogó do começo ao fim do show. O vocalista começou bem, mas em um dos últimos números, Rust in peace… Polaris, ficou clara sua falta de fôlego. Um detalhe que, pelos comentários do público, não comprometeu a apresentação. “Obrigado por virem aqui e se divertir conosco”, agradeceu o ruivo, às 23h30, quando a apresentação chegou ao fim. “Achei o show muito legal. Parecia até playback, de tão certinho que estava”, brincou o bancário Arnaldo Etrusco, 37 anos, devidamente trajado com uma camiseta do disco aniversariante. Ele só fez uma ressalva: “Faltou um telão melhor, com mais definição de imagem. Os que foram usados eram retrô total, parecia que estávamos assistindo a uma fita VHS.’ Para o estudante Ricardo Borges, 21 anos, o show teve caráter histórico justamente pela execução, na íntegra, de um dos discos clássicos do thrash metal. “Só não dá para dizer que foi histórico mesmo por conta do número de presentes, bem abaixo da importância do Megadeth. Mas a performance foi perfeita”, elogiou. Set list Megadeth: Skin o%u2019 my teeth In my darkest hour She wolf Holy wars Hangar 18 Take no prisoners Five magics Poison was the cure Lucrettia Tornado of souls Dawn patrol Rust in peace%u2026 Polaris Trust Head crusher The right to go insane Symphony of destruction Peace sells%u2026 but who%u2019s bying

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