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Correio Braziliense SHOW

Elegante malandragem de Paulinho da Viola


postado em 18/06/2010 07:00 / atualizado em 18/06/2010 01:18

Bem na entrada, o público era logo presenteado com uma ecobag, mostrando toda a preocupação dos organizadores do evento com o meio ambiente. Uma megaestrutura com lojas, espaço da cachaça, bares, banheiros bem higiênicos, quiosques e praças agradaram a maioria dos presentes que compareceu ao primeiro dia da 7ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. A feira vai até domingo na Concha Acústica.

Paulinho da Viola e Monarco, dois grandes representantes do samba e da Portela, foram os eleitos para abrir o evento. Mesmo com 1h10 de atraso (a atração que encerraria a noite, o DJ Tudo, acabou se apresentando antes dos artistas cariocas), o frio de rachar não afastou o público.

Famílias
Paulinho iluminou a noite com Onde a dor não tem razão. Dali por diante, só grandes clássicos como Coração leviano, Argumento, Dança da solidão, entre outras obras-primas. Na plateia, muitas famílias, gente nova, velha e alguns a caráter, com paletó e chapéu de palha, inclusive um dos bambas mais tarimbados de Brasília: Carlos Elias. “Olha aí, o Carlos Elias. Grande sambista e grande portelense”, reconheceu Paulinho da Viola ao ver o companheiro de samba no meio do público, que estava com as músicas na ponta da língua.

O grande momento foi a presença de Monarco, que cantou como ninguém as cores da azul e branco da escola de Madureira e animou o público. A única queixa foi a distância do palco. Vira e mexe se ouvia um “tira a cerca”, de parte dos espectadores, reclamando do alambrado que os separava do ídolo.

No finalzinho, ao som de bis, bis, Paulinho atendeu o pedido e fechou o show em grande estilo: Foi um rio que passou em minha vida. “ Vou tocar só mais um pouquinho, senão o pessoal vai morrer de frio”, brincou. Mas ninguém estava ligando para a baixa temperatura. O importante era sambar. Hoje a programação continua com show de Lenine.






Eu fui
Paulinho da Viola esquentou a noite fria de quarta-feira na Concha Acústica com sambas memoráveis(foto: Fotos:Paulo de Aráujo/CB/D.A Press )
Paulinho da Viola esquentou a noite fria de quarta-feira na Concha Acústica com sambas memoráveis (foto: Fotos:Paulo de Aráujo/CB/D.A Press )
“Moro na Espanha e lá eu escuto direto o Paulinho da Viola, só pra matar a saudade. Estou aqui em Brasília passeando e não poderia perder esse grande show. Ao vivo é bem melhor do que eu imaginava e o evento está lindo!”

Daniela Milan, 26, psicóloga









“A Concha Acústica é um espaço que deve sempre ser utilizado para shows. Trazer Paulinho da Viola para cá é mais do que apropriado. Um grande presente para todos nós”

Sérgio Pádua, 45, produtor cultural

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