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Correio Braziliense MÚSICA

Sertanejos sem estresse


postado em 24/06/2010 07:00 / atualizado em 24/06/2010 08:30

Brunno & Matheus embalados com o novo CD e com o sucesso nas paradas (foto: Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press )
Brunno & Matheus embalados com o novo CD e com o sucesso nas paradas (foto: Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press )
A ansiedade e o frio na barriga dominaram a dupla sertaneja Brunno & Matheus nos últimos dias. Afinal, a expectativa para o lançamento do primeiro CD dos jovens artistas de Anápolis, radicados em Brasília, era grande. Mas apesar dessa aparente falta de tranquilidade, eles levaram ao pé da letra a música que dá nome ao álbum, lançado na noite de quarta, para 150 convidados, na sede do Iate Clube de Brasília. Em um pocket show, os músicos apresentaram canções clássicas do sertanejo, como Rancho fundo, hits do pop rock como Have you ever seen the rain, e claro, as faixas do mais novo trabalho: No stress. “O mais interessante é que a gente já estava no estúdio em Goiânia, finalizando o disco, e de repente me deu um insight. Comentei com o nosso produtor, Rogério Bicalho, que eu estava com uma música na cabeça. Ele gostou e ali surgiu No stress, a faixa que dá nome ao disco e também é uma das nossas músicas de trabalho”, conta Matheus, 24 anos. O CD traz 17 canções, sendo 13 de autoria da dupla e uma faixa bônus. O lançamento para o grande público está marcado para daqui a duas semanas em um show em Brasília, ainda sem local definido. Entre as canções do novo projeto estão Pinga, pinga, Um dia você vai ter que voltar, Cê tá enganada (a música de trabalho) e Tô com saudade. Há, ainda, três regravações: Conselho (Almir Guineto), Fora de área (Hugo & Thiago) e Luz da minha vida (Ronaldo Adriano). “O disco inteiro está bem a nossa cara, com letras que falam diretamente com o nosso público. E a música que dá nome ao álbum também fala disso. A juventude de hoje anda muito atarefada, estressada. E é preciso levar a vida de uma maneira mais relax, sem estresse mesmo”, explica Brunno, de 22 anos. Longa estrada O novo disco vai resultar em um DVD e em breve eles vão sair em turnê por Goiás, Minas Gerais, e por cidades do Nordeste. A dupla, apesar da pouca idade, tem 17 anos de carreira — dois apenas com a alcunha de Brunno & Matheus — e já participou de grandes eventos do universo sertanejo, como a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP), da Granja do Torto e do Caldas Country, em Caldas Novas (GO), onde gravaram o primeiro DVD da carreira: Andarilho do destino. No próximo sábado, dia 26, os meninos vão se apresentar na festa do Correio Solidário, o Arraiá Solidário, no Marina Hall (Vila Planalto), onde o público vai poder conferir um pouco desse novo trabalho.
O número 17 Número de faixas do CD No stress

Duas perguntas para Bruno O CD ficou realmente do jeito que vocês queriam? É um bom começo fonográfico para a dupla Brunno & Matheus? Acho que o disco superou nossas expectativas. Fizemos em pouco tempo, em apenas dois meses. Tinha dia, que a gente compunha cinco músicas. Era uma loucura, mas demos o melhor da gente. Sem dúvida ele é um resumo da nossa carreira. Um momento único e a porta de abertura para um novo caminho. Vocês vão se apresentar no fim de semana na festa do Correio Solidário. Qual é a expectativa para o evento? Mais uma vez, é uma grande honra ter sido convidado, já que é o segundo ano consecutivo em que participamos. Uma festa que nos ajudou muito, porque no ano passado, desde que tocamos lá, nossa carreira está em ascendência. Nos deu muita sorte. E este ano, o público vai poder conferir já o nosso show No stress e que vai ser bem interessante. Duas perguntas para Matheus No show vocês tocaram de tudo um pouco, não só sertanejo. Teve Maná, Julio Iglesias, Creedence. Os músicos hoje, mesmo os sertanejos, têm que ser ecléticos? Como a gente começou a nossa trajetória em bares, na noite, tem que estar preparado para o que o público quer. E ele não quer só sertanejo. Quer rock, pop, bolero. Eu, particularmente, adoro música, independente do gênero. Escuto muito rock, adoro Guns N' Roses, por exemplo. Mas claro, não esqueço o universo caipira. A gente tem que tocar de tudo. Ser tão eclético assim faz parte desse novo rótulo que é o sertanejo universitário? O sertanejo universitário se aproxima mais da linguagem do jovem, dos estudantes. As letras se aproximam do universo dele como os botecos, as dores de amor. Fala a língua deles. Mas é claro que tem essa coisa de colocar uma guitarra, uma batida mais pop. Eu acredito que o universitário é o sertanejo moderno, uma nova roupagem desse estilo de música.
Ouça a música Cê tá enganada

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