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Correio Braziliense

Caminho das Índias


postado em 27/07/2010 07:00

A partir de hoje, o publico brasiliense terá a oportunidade de conhecer o cotidiano da Índia, por meio de olhares diferentes. O primeiro a puxar a fila é o fotografo Artur Versiani, com a exposição Índias sobre pés descalços, às 19h30, na Casa de Cultura da América Latina (CAL), no Setor Comercial Sul, Edifício Anápolis.

Renato Negrão flagra o cotidiano de garotos indianos(foto: Renato Negrão/Divulgação)
Renato Negrão flagra o cotidiano de garotos indianos (foto: Renato Negrão/Divulgação)
O trabalho de Versiani é composto por 15 imagens captadas durante passagem, em 2009, no país. Ele registrou cenas, como as do Festival de Dança de Chidamharam, a da atividade pesqueira e a de um trem transportando homens e mulheres.

Como todo estreante, a expectativa norteia os sentimentos do fotógrafo que procurou congelar flagrantes diários do universo indiano e dos cenários de vida urbana. “Quis fazer uma aproximação entre os mundo ocidental e oriental, como se o diferente não encontrasse espaço“, releva Versiani. O fotógrafo expõe, na galeria Acervo, duas instalações: Information gap, uma brincadeira com o volume de informações que chegam a nós. Os visitantes terão acesso a várias notícias do Brasil e do mundo, além de interagir com a obra. Em Automatas celulares, ele permite que o publico crie pecas musicais a partir da geração espontânea de componentes computacionais.

Visão em dobro

A rota, ou melhor o tema Índia, segue na galeria CAL (subsolo), com Índias — Subjetividade do olhar. A ideia da mostra nasceu durante as andaças de Arthur Simões e Renato Negrão nas cidades de Calcutá, Varanasi e Agras, entre outros destinos, nos anos de 2007 e 2008.

A parceria nasceu quando Arthur assistiu a uma palestra de Renato em 2009. “Trocamos figurinhas”, brinca Arthur. “Analisamos os trabalhos um do outro e após um boa conversa vimos que tínhamos um documento e resolvemos escrever o projeto”, relata Arthur, um dos beneficiados com o edital de Artes Plásticas da CAL.


Renato conta que a exposição, composta de 50 imagens, com dimensões de 40 por 60 centímetros, estão dispostas em pares. “Procuramos criar um diálogo por meio de uma narrativa visual. As imagens traduzem os momentos particulares dos dois profissionais naquele país, como o misticismo local e a soneca de uma criança em cima de um carro”, resume Renato.

Imagem de Artur Versiani mostra uma Índia incomum(foto: Artur Versiani/Divulgação)
Imagem de Artur Versiani mostra uma Índia incomum (foto: Artur Versiani/Divulgação)
As duas exposições serão abertas pelo grupo brasiliense Corpos Informáticos, liderado pela artista plástica Bia Medeiros. Bia e seus cinco performers apresentarão Amarelinha binária, que integra a serie do projeto Composição urbana. O trabalho é baseado na brincadeira infantil amarelinha. “A provocação consiste no conceito de que a arte não interfere com a vida, e sim compõe com ela”, justifica Bia.

Os visitantes serão chamados para brincar com a proposta.A performance integra a serie do anterior Mar(ia-sem-ver)gonha, que consistia na apresentação de trabalhos que utilizavam de jogos lúdicos e brincadeiras que começavam na rua e adentravam no espaço do teatro com a participação do público. O Corpo Informáticos realiza pesquisa em performance, videoarte, webarte, desde 1992.

PROGRAME-SE
Índia sobre pés descalços e Índias — A subjetividade do olhar têm abertura, hoje, às 19h30. De terça a sexta-feira, das 10h às 20h, na Galeria Acervo, 2º andar, da Casa da América Latina (SCS 4, Edifício Anápolis). Entrada franca. Até 22 de agosto

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