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Correio Braziliense

De hoje à sexta-feira, Carlos Malta se apresenta no Clube do Choro


postado em 08/12/2010 07:30 / atualizado em 08/12/2010 07:44

Malta:
Malta: "Um apanhado de tudo o que já mostrei no Clube do Choro" (foto: Marisa Formaggini/Divulgação )
Carlos Malta é, literalmente, um homem de sete instrumentos. Em discos e em shows, o multissoprista costuma tocar quatro flautas, dois saxofones e, ultimamente, incorporou o clarone ao seu arsenal. Essa versatilidade, em parte, ele adquiriu no começo da carreira, quando integrou a banda do bruxo do som Hermeto Pascoal. “A experiência que adquiri naquele período deu base para transitar, com familiaridade, entre diferentes sonoridades”, revela.

A utilização de tantos instrumentos propicia a Malta a criação de uma impressionante variedade de timbres, enriquecendo a música que faz com múltiplas nuances sonoras. Isso pode ser observado, por exemplo, em Tudo azul, CD que ele lançou em agosto último, gravado com Guy Sasso (contrabaixo acústico), Daniel Grajew (piano) e Richard Montano (bateria). “O título do álbum vem do tema que compus na tranquilidade praieira de Búzios (Região dos Lagos, no Rio de Janeiro), andando na areia de chapelão”, conta.

Tudo azul vai ser autografado depois do show que Malta fará de hoje a sexta-feira, às 21h, no Clube do Choro, pelo projeto Brasília, 50 anos — capital do choro”, na companhia dos músicos brasilienses Henrique Neto (violão sete cordas), Márcio Marinho (cavaquinho), Hamilton Pinheiro (baixo) e Rafael dos Santos (bateria).

“Estou levando ao Clube do Choro um show especial, de caráter comemorativo. Como participei de praticamente todos os projetos da entidade, farei um apanhado de tudo que mostrei naquele palco em mais de 10 anos”, anuncia Malta. Assim, do repertório que vai interpretar, fazem parte composições Tom Jobim, Garoto, Ary Barroso, Radamés Gnattali, entre outros, “e algumas surpresas, como de hábito”, anuncia. Algumas delas poderão ser músicas do novo disco.

Foi o reencontro com Guy Sasso, um ex-roqueiro, fã de Hermeto Pascoal e do seu grupo, desde a década de 1970, que tornou possível a gravação de Tudo azul. O CD, gravado entre fevereiro e abril de 2009, no topo de um prédio do Butantã, em São Paulo, com algumas participações, traz vários temas inéditos, entre eles, Soulsin/Sou sim, composto por Carlos Malta como uma resposta ao que sentiu do contrabaixo de So what, de Miles Davis.

Carlos Malta
Show do músico carioca, acompanhado pelos brasilienses Henrique Neto (violão sete cordas), Márcio Marinho (cavaquinho), Hamilton Pinheiro (baixo) e Rafael dos Santos (bateria), de hoje a sexta-feira, às 21h, no Clube do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3224-0599.

Diverso e plural

Multi-instrumentista, compositor, orquestrador, educador e produtor cultural, Carlos Malta é um velho conhecido do brasiliense. À cidade ele vem desde o tempo em que era um dos “campeões” da banda de Hermeto Pascoal. Com estilo original e criativo, já lançou nove CDs, entre eles Rainbow, feito em duo com o violoncelista suíço Daniel Pizzotti.

Outros títulos em sua discografia são O escultor do vento e Pife muderno, indicado ao Grammy Latino, no qual elaborou e desenvolveu nova leitura para o repertório das bandas de pífaro do Nordeste. Destacam-se, também, em sua obra, os álbuns Coreto urbano, com sete metais e três percussões, com arranjos modernos calcados na tradição das bandas do interior; Pimenta, homenagem a Elis Regina, em que recria clássicos eternizados pela voz da cantora; e Pixinguinha, alma e corpo.

Na trilha de caminho diverso e plural, Malta é autor de trilhas para teatro e cinema, deu aulas na Berklee School (EUA), Conservatório da França e Royal Academy of Music, da Dinamarca. Como solista já se apresentou na França, na Suíça, na Inglaterra, na Alemanha, na Dinamarca, nos Estados Unidos e na África do Sul; e tem participado de shows de artistas como Bob McFerryn, Michel Legrand, Chucho Valdéz, Dave Mattews, Roberto Carlos e Caetano Veloso.

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