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Estado de Minas

Menescal e Summers: parceria com novas roupagens de clássicos do The Police


postado em 26/12/2010 13:06

Há quatro anos, o guitarrista do The Police, Andy Summers, estava de passagem pelo Brasil, mais especificamente pelo Rio de Janeiro. Foi então que o amigo brasileiro Luis Paulo Assunção mostrou a ele uma versão de Roxanne, gravada pelo músico e compositor Roberto Menescal em parceria com a cantora carioca Cris Delanno. O roqueiro ficou admirado com o novo arranjo e pediu ao amigo que o apresentasse ao bossanovista carioca. “Marcamos um almoço e depois perguntei se ele gostaria de conhecer o meu estúdio. Ele, muito inglês, aquela coisa comportada, deu a ideia: ‘Por que não fazemos um show The Police bossa nova?’”, relembra Menescal.


Em função da agenda atribulada, os músicos combinaram o projeto para dali a 10 meses. Mas o carioca, que já tinha esquecido do projeto, não contava com a pontualidade do novo amigo britânico, que chegou exatamente um dia antes do primeiro show, quase não dando tempo para que ele produzisse os novos arranjos. “As músicas do The Police são muito especiais, muito bem construídas. Foi difícil desconstruir”, comenta. A dupla se apresentou em São Paulo durante duas semanas.


Os shows deram origem ao DVD United Kingdoms of Ipanema, gravado dois anos depois. Além das versões de Roxanne, Every breath you take, De do do do De da da da e Message in a bottle, o material mostra a filmagem dos ensaios e o encontro de Summers com compositores brasileiros que costumava escutar em Londres. “Levei ele na favela onde foi criada a música Manhã de carnaval, de Orfeu negro (filme de 1959, baseado na obra de Vinicius de Moraes). Depois, fomos ao apartamento de Nara Leão, onde foram criadas 50% das canções de bossa nova”, conta.

Estilos

Mesmo longe do trio que o consagrou, o guitarrista de 67 anos deixa claro que sua praia ainda é o rock, mas que não vê problema em experimentar outros estilos. “Sou um músico multidimensional, posso tocar todos os tipos de música. Já fiz muitos álbuns de jazz, por exemplo”, diz.


O primeiro contato com a cultura brasileira foi aos 16 anos, quando assistiu ao filme Orfeu negro. “Na época, a música brasileira estava começando a se tornar popular, e eu estava muito envolvido com o jazz e com todo o movimento brasileiro com as harmonias de jazz. Quando eu estava na faculdade, um amigo de Los Angeles me mostrou muitas músicas brasileiras”, conta.
O repertório do DVD também abrange outras 18 canções de artistas como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Dorival Caymmi. “Gostei de tocar todas, mas minhas preferidas são Manhã de carnaval, de Luiz Bonfá e Antonio Maria, e Chega de saudade, Tom Jobim e Vinicius de Moraes”, revela.


O projeto estará nas lojas no final de janeiro, lançado pelo selo Musickeria. No DVD há ainda participações de convidados como Fernanda Takai, Leila Pinheiro, Luiz Carlos Miéle e Cris Dellano. Summers retorna ao país no começo de fevereiro para algumas apresentações no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

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