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Estado de Minas

Tulipa Ruiz, João Brasil e Letuce lotaram o CCBB no projeto Sai da rede

Projeto trouxe à cidade artistas lançados na internet


postado em 25/01/2011 07:23 / atualizado em 25/01/2011 07:33

Tulipa Ruiz, a mais conhecida das atrações do projeto, fez show extra no sábado e agradou ao público nas duas sessões, superando a expectativa da maioria: bela voz e ótima banda(foto: Luis Xavier de França/Esp. CB/D.A Press )
Tulipa Ruiz, a mais conhecida das atrações do projeto, fez show extra no sábado e agradou ao público nas duas sessões, superando a expectativa da maioria: bela voz e ótima banda (foto: Luis Xavier de França/Esp. CB/D.A Press )
Quando Tulipa Ruiz soube que o único show que faria no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) estava com os ingressos esgotados, tratou logo de sugerir no Twitter mais uma apresentação. “Que tal um show extra?”, disse para os seus mais de 5 mil seguidores. A sugestão foi fortalecida pelo público, que preparou uma corrente de pedidos para a produção na internet e teve o pedido aceito. E foi assim, na expectativa de dois shows seguidos, que Tulipa Ruiz subiu ao palco do CCBB na noite de sábado, pelo projeto Sai da rede.

Única participante do projeto a ter sessão extra, a paulista criada em São Lourenço (MG) começou o repertório com Efêmera, canção que intitula o primeiro e único álbum, e Da menina. Como de praxe, só após a segunda canção ela cumprimentou o público: “É a primeira vez que venho a Brasília. Estou nervosa como há muito tempo não ficava”. Mas o nervosismo durou pouco e logo a cantora mostrou sua leveza. Após Pontual, Pedrinho e Cuida bem, Tulipa emendou a doce e romântica Do amor, um dos momentos mais belos do show, em performance de perder o fôlego. Dela e do público, que aplaudiu efusivamente a canção.

Ao lado dos ótimos Duani Martins (bateria), Luiz Chagas (guitarra), Márcio Arantes (baixo) e Gustavo Ruiz (guitarra), Tulipa Ruiz percorreu o palco, brincou com a plateia, interagiu com tudo e com todos e fez do corpo objeto de interpretação das músicas. O show superou a expectativa de grande parte do público, que saiu satisfeito com o que viu.

A servidora pública Andrea Dantas, 31 anos, tinha ouvido Tulipa poucas vezes e visto um ou outro vídeo no YouTube antes de ir ao CCBB. E se surpreendeu com a presença de palco da cantora. “Ela tem uma voz linda e fez um show descontraído. A interação dela com a plateia foi muito legal”, disse. A também servidora pública Isabella Savi, 25, considerou o show divertido. “Quando ela cantou Só sei dançar com você e desceu do palco foi a minha parte favorita. Achei o projeto muito bom, porque é música boa a preço acessível, e isso é muito importante”, destacou.

Antes de encerrar, Tulipa cantou Da maior importância, de Caetano Veloso. Do baiano, teve ainda Flor do cerrado, música gravada por Gal Costa em 1974. Para se despedir, Às vezes, Brocal dourado e Árvores. O bis ficou mais uma vez com a animada Efêmera.

Uma curiosidade: sabe o bom e velho paint brush, do Windows? Pois o programa é mais uma ferramenta de trabalho para Tulipa Ruiz. Além de cantora, ela é desenhista. Uma das imagens ganhou o nome de Da próxima vez que eu for a Brasília, levo uma flor do cerrado pra você, verso de Flor do cerrado, música de Caetano Veloso. Veja os desenhos da Tulipa em ateliedatulipa.tumblr.com.

Gaby Amarantos no show de João Brasil: carisma, rebolado e diversão(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press )
Gaby Amarantos no show de João Brasil: carisma, rebolado e diversão (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press )
No baile de João, funk e tecnobrega
Antes de João Brasil entrar em cena, uma gravação de sua voz alertou os presentes: “Isto não é um show, é uma festa!”, seguida do pedido para que todos se levantassem para dançar. E não poderia ser diferente. Apesar de não ser o espaço mais adequado para a performance do carioca, o teatro do CCBB virou um grande baile no domingo.

Nas primeiras músicas, João foi acompanhado pelo grupo brasiliense Sapabonde, que injetou lascívia e irreverência na apresentação. Ele ainda dividiu o palco com mais três convidados: o garçom e ator (e frequentador assíduo do Sai da rede) Vanderlei Costa (que dançou e exibiu seu figurino peculiar), a paranaense Marina Gasolina (ex-Bonde do Rolê) e a paraense Gaby Amarantos.

A musa do tecnobrega fez juz à alcunha com carisma e rebolado. Ao lado de João, a cantora mostrou músicas como Águas de março (Tom Jobim), Faz um T e Tá beba, tá doida — as duas últimas, do repertório dela.

João, por sua vez, mostrou ao vivo por que é um dos nomes brasileiros mais expressivos da cena mash-up (que consiste na colagens de pedaços de músicas para criar uma nova). Suas mixagens têm como base o funk carioca. Ao pancadão foram inseridos trechos de Beatles, Black Eyed Peas, Carrapicho, Jack Johnson e incontáveis outros. A felicidade de João era visível. E a alegria do público, dançando, também. (Pedro Brandt)

» Coisas de casal

» O indefinível e moderninho som da dupla Letuce — que mistura samba, bossa, pop, rock e influências diversas — encantou o público que lotou o teatro do CCBB na sexta-feira e viu um show impecável. Mas o grande trunfo da apresentação foi, sem dúvida, a carismática e zen Letícia Novaes. Entre uma música e outra, a esguia vocalista esbanjava simpatia, fazendo comentários engraçados e meio lânguidos ou contando histórias sobre a criação de canções. Namorados e parceiros musicais, ela e o multi-instrumentista Lucas Vasconcellos expunham sem pudor o clima de carinho do casal — que se apresentou com o apoio de outros três músicos. No repertório, além das músicas do único CD do Letuce, Plano de fuga pra cima dos outros e de mim, surpreenderam com um medley genial de Poderosa (do Raça Negra) com Just my imagination (The Temptations) e o cover de You gotta be, de Des’ree, fechando o bis, foi a cereja do bolo. (Rosualdo Rodrigues)

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