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Estado de Minas

Em Brasília, há cachorro-quente para todos os gostos

Por todo o DF é possível encontrar barraquinhas vendendo o sanduíche nas mais variadas versões. Vale até substituir a salsicha por carne ou frango e incluir na receita recheios como bacon e pastas picantes


postado em 10/03/2011 07:28 / atualizado em 10/03/2011 07:39

O Dog Frango, da lanchonete Miquéias, em Taguatinga: preparado na chapa, leva cubos da ave misturados com milho, queijo, batata-palha e purê de batata(foto: Pedro Ladeira/Esp.CB/D.A Press )
O Dog Frango, da lanchonete Miquéias, em Taguatinga: preparado na chapa, leva cubos da ave misturados com milho, queijo, batata-palha e purê de batata (foto: Pedro Ladeira/Esp.CB/D.A Press )
Seja no lanche da tarde ou como substituição de alguma refeição, o cachorro-quente é sempre uma boa pedida. Não importa se feito em casa ou comprado na carrocinha da quadra, a exigência é apenas que seja delicioso. Inicialmente servido somente com salsicha e pão, o popular sanduíche foi sendo modificado com o passar dos anos. A criatividade tomou o lugar da tradição, e, hoje, as substituições vão desde a troca do embutido por pedaços de carne até a adição de acompanhamentos que harmonizam bem com a proposta da receita. Se antes bastavam apenas a batata palha e os molhos de ketchup, maionese e mostarda para deixar o prato apetitoso, agora os “chefs de esquina” abusam do bacon, do purê de batata, dos queijos e das pastas para valorizar ainda mais a guloseima. Se o objetivo é melhorar, as adaptações são mais que bem-vindas e só agregam mais sabores aos tradicionais e adorados hot dogs.

Foi em meados da década de 1940, após a Segunda Guerra, que o cachorro-quente começou a se popularizar no Brasil, principalmente por influência norte-americana. Como cada região tem hábitos diferentes, o prato sofreu alterações e ganhou variações que caminharam com os costumes de cada lugar. No Nordeste, por exemplo, em vez de salsicha, o pão leva carne moída temperada. No Rio de Janeiro, é comum o uso da calabresa fina grelhada e a adição de ovo de codorna cozido por cima do recheio. Independentemente dessas deliciosas adaptações, o fato é que o lanche tem cada vez mais cara de refeição e conquista admiradores de diferentes faixas etárias.

Mesmo preparando cachorro-quente de terça-feira a domingo, Francisco Machado, do Dog do Baixinho (213 Sul), afirma não enjoar da receita e come um sanduíche todos os dias. “É o melhor dog do mundo”, garante, como bom vendedor. A produção começa às 8h, com a separação dos ingredientes e o preparo do molho e da pasta, segundo ele, o grande segredo do sanduíche. “Ela dá um tempero picante e especial”, diz.

Os clientes podem escolher duas versões: no molho e na chapa. Na primeira, o pão vem recheado de salsicha, milho, batata-palha e a tal pasta secreta. Já a segunda opção, sucesso da carrocinha, é uma combinação de pão recheado com salsicha, bacon picado, muçarela derretida, milho, pasta e batata-palha. A receita agrada tanto que Baixinho afirma vender, nos dias mais movimentados, cerca de mil sanduíches.

Cliente cativo, Gustavo Garofalo, 31 anos, come o sanduíche sempre que tem a oportunidade. O hábito é tanto que o rapaz sai do Sudoeste para saborear a versão na chapa. Criando tradição na família, ele leva o filho Enzo, 2 anos. “Todo mundo lá de casa gosta. Minha esposa come sem a salsicha. O Enzo prefere no molho”, conta o publicitário. Garofalo explica que de vez em quando prepara a receita em casa, embora prefira ir até a carrocinha. “Como eu morava na quadra, venho até aqui, revejo os amigos, bato papo com Baixinho e ainda como um dog.”

Fiéis também são os clientes da lanchonete Miquéias, que tem três lojas em Taguatinga. Para muitos, a casa serve o cachorro-quente mais gostoso da cidade. São cinco tipos no cardápio, entre tradicionais e reinventados, como o Dog Filé Mignon e o Dog Frango, feitos na chapa e servidos com milho, queijo, batata-palha e purê de batata. Segundo o proprietário da rede, Miquéias Fraga, a ideia de fazer o sanduíche com frango veio dos clientes. “Muita gente procurava, mas como a salsicha de frango não é tão gostosa, resolvi testar e foi aprovado”, recorda.

Caseiro
Há 18 anos vendendo sanduíches na 411 Norte, Glória Ramos Moura oferece um cardápio com seis variações da receita. As combinações podem levar recheios de salsicha, de frango ou de calabresa, além de vinagrete, purê de batata, ervilha, milho, orégano e queijo. Mesmo unindo tantos sabores, ela acredita ser o molho o segredo principal do sucesso de sua barraquinha. “É tomate puro e totalmente caseiro”, garante. A procura é tanta que Glória vende, no mínimo,100 sanduíches todos os dias. Entre os destaques, estão o Hot Basic (salsicha, molho, queijo, milho e batata-palha) e o Hot Chicken (frango desfiado temperado com orégano, molho, queijo, ervilha e batata).

Ganhador de prêmios gastronômicos na cidade, o Cachorro-quente do Landi (405 Sul) também aposta nos ingredientes caseiros. Ali, tanto o pão, o molho e a batata palha são fabricados pela família. Há 25 anos no mesmo ponto, Charles Gonçalves, sócio do irmão Landi Oliveira, conta que o cuidado com os produtos é o maior diferencial da barraquinha, além do bom atendimento e da rapidez no preparo. Contudo, é a simplicidade do sanduíche quem chama mais atenção. O pão com salsicha, molho, uma porção generosa de muçarela, milho e batata palha não tem erro, todo mundo adora. “Sempre vendemos o mesmo tipo e vamos continuar assim. Em time que está ganhando, não se mexe”, acredita.

O publicitário Gustavo Garofalo, com o filho, Enzo: cliente fiel do Dog do Baixinho, na Asa Sul(foto: Adauto Cruz/CB/D.A Press )
O publicitário Gustavo Garofalo, com o filho, Enzo: cliente fiel do Dog do Baixinho, na Asa Sul (foto: Adauto Cruz/CB/D.A Press )
Como surgiu?
A origem do cachorro-quente tem muitas versões. Uma delas é a de que um alemão levou a salsicha para os Estados Unidos e lá criou a combinação do embutido com pão e molho. Outra é a de que um açougueiro de Frankfurt batizou as salsichas de bassê, igual à raça de cachorro, e, por servi-las quentes, deu o nome de hot dog. Contudo, a mais conhecida é a de um vendedor de salsichas quentes que oferecia luvas para os clientes não queimarem a mão. Como as luvas sumiam, pois as pessoas se esqueciam de devolvê-las, o cunhado do comerciante, que era padeiro, sugeriu que ele servisse os embutidos dentro de um pão.

Molho de tomate caseiro da Glória Ramos Moura

10kg de tomates italianos maduros
4 pimentões vermelhos grandes
2 cebolas grandes
Alho e sal a gosto

Modo de preparo

Lavar tudo, cortar em cubos grandes e bater no liquidificador. Colocar a mistura no fogo e deixar
cozinhar por 1h.

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