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Estado de Minas

Guilherme Arantes se apresenta em Brasília com a Orquestra Filarmônica


postado em 13/04/2011 08:00 / atualizado em 13/04/2011 11:42

Filarmônica de Brasília acompanha o autor de vários sucessos do pop nacional, como Amanhã, Êxtase e Planeta água(foto: Ricardo Milla/Divulgação)
Filarmônica de Brasília acompanha o autor de vários sucessos do pop nacional, como Amanhã, Êxtase e Planeta água (foto: Ricardo Milla/Divulgação)

Engana-se quem imagina que Guilherme Arantes tornou-se um ermitão, por ter deixado São Paulo, há 11 anos, e se radicado em Barra do Jacuípe, no litoral norte da Bahia, onde criou a ONG Planeta Água. Ativíssimo e muito requisitado, desloca-se com frequência do sítio Coacho do Sapo para cumprir compromisso agendados em todo o país.

Hoje, por exemplo, o cantor, compositor e pianista paulistano apresenta-se na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Ele é o convidado especial da Orquestra Filarmônica de Brasília, em concerto que fecha a programação  do projeto Popularizando a Sinfonia, sob a regência do maestro Joaquim França. O público ouvirá Guillherme interpretar com roupagem sinfônica clássicos do pop nacional — todos de sua autoria — como Amanhã, Aprendendo a jogar, Brincar de viver, Êxtase, Pedacinhos, Planeta água e Um dia, um adeus.

Guilherme conta que vem de experiências semelhantes, em concertos dos quais tomou parte no Rio de Janeiro, em São Paulo e em cidades do interior. “Participei em dezembro último das comemorações do centenário do Teatro Pedro II, de Ribeirão Preto (SP), acompanhado pela orquestra sinfônica local. Percebo em situações como essa, que minhas canções, principalmente as compostas na década de 1970, se adequam perfeitamente, à execução orquestral.”

Aliás, recentemente, o artista disponiblizou em seu site (guilhermearantes.com.br) partituras de várias de suas músicas, com registros para piano e voz, com cifras, exatamente da forma como foram criadas. “Isso me permite reproduzir a essência, o tempero de cada canção, compondo um conjunto de natureza eminentemente didática. Esse material está ao alcance de todas as pessoas, mas a reprodução parcial ou total do acervo, protegido por copyrights, é proibida”, explica.

No momento, Guilherme está envolvido com a formação de nova banda, com a qual pretende novamente botar o pé na estrada, no segundo semestre. Entre os integrantes estão o guitarrista Luís Sérgio Carlini (ex-Tutti Frutti e músico de Rita Lee no início da carreira solo, e o argentino Willy Verdaguer, integrante do Beat Boys, que esteve ao lado de Caetano Veloso na interpretação de Alegria, alegria, no Festival da Record de 1967. Os outros são o guitarrista Alexandre Blanc e o baterista Gabriel Martins, “um dos produtores do estúdio que mantenho em Jacuípe”, adianta. “No show que vamos fazer, a ideia é retomar a sonoridade das canções que compus no fim dos anos 1970, do meu pop-rock que se mantém na memória de muita gente”, anuncia o Elton John brasileiro.

Underground
Daquela época são os LPs A cara e a coragem e Coração paulista, lançados por Guilherme. “As músicas desstes dois álbuns fazem parte do projeto que Gabriel Martins e meu filho Pedro estão produzindo, com a participação de 13 bandas da nova geração do underground baiano. “São músicos e grupos que transitam à parte da chamada axé music, predominante na região”, comenta.

Em 35 anos de carreira, o cantor lançou quase 30 discos, sem contar os de coletâneas. “Esses (CDs de coletâneas) são resultado da canibalização feita pelas gravadoras, que costumam lançar CDs geralmente com 14 grandes hits, sem qualquer critério ou participação do artista. Uma ação repetitiva e medíocre, que tanto vale para a obra de Odair José ou de Tom Jobim”, critica.

Morando na Bahia desde 2000, ele instalou-se em Barra do Jacuípe. Lá, mantém uma pousada, que costuma hospedar músicos. O lugar é também sede da Planeta Água, que atua na área da educação ambiental e da reintrodução — replantio — de espécies na restinga.

Repertório
»
A mata de onde eu vim
» Amanhã
» Aprendendo a jogar
» Brincar de viver
» Coisas do Brasil
» Deixa chover
» Êxtase
» Fã número 1
» Lindo balão azul
» Meu mundo e nada mais
» Muito diferente
» O melhor vai começar
» Pedacinhos
» Planeta água
» Prontos para amar
» Raça de heróis
» Sob o efeito de um olhar
» Um dia, um adeus

Orquestra Filarmônica de Brasília convida Guilherme Arantes
Concerto de encerramento do projeto Popularizando a Sinfonia, com abertura da pianista Dora Galesso, hoje, às 21h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro. Ingressos: R$ 60 e R$ 30 (meia), à venda na bilheteria do teatro. Classificação indicativa: 14 anos. Informações: 8109-5101, 9181-3999 e 9695-1332

(foto: Breno Fortes/CB - 22/6/07)
(foto: Breno Fortes/CB - 22/6/07)

25 anos de música
A Orquestra Filarmônica de Brasília tem se destacado no cenário musical da cidade, ao apresentar concertos inéditos, que objetivam a conquista de um público cada vez maior em 25 anos de existência. “A proposta básica da Filarmônica é desmistificar o conceito de sala do concerto, ao dividir o palco das salas Villa-Lobos e Martins Penna com artistas da música popular”, explica o produtor cultural do grupo, Doner Cavalcante.

Neste ano, a Filarmônica homenageou o bloco carnavalesco Galinho de Brasília, contando com a participação do cantor Eduardo Rangel e das cantoras Ellen Oléria e Sandra Duailibe. Com o Ballet Brasília, reverenciou a figura do patrono da orquestra e seu primeiro regente, o maestro Claudio Santoro. “Agora vamos ter em nossa companhia o grande cantor e compositor pop Guilherme Arantes, que vai mostrar alguns dos maiores sucessos da carreira”, comemora Cavalcante.

Regente convidado da Filarmônica — da qual foi o titular entre 1993 e 2007 — no concerto desta noite, o maestro Joaquim França tem licenciatura de música pela Universidade de Brasília (UnB), e estudou com David Junker, Roberto Duarte, Emília Di César, Roberto Tibiriçá e Eleazar de Carvalho — todos conhecidos maestros. Ele já regeu em diversas oportunidades a orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. “Entre 2003 e 2006, atuei como assistente do maestro Silvio Barbato. E no ano passado, fui regente convidado da Orquestra Jovem da UnB”, destaca.

 

Saiba mais sobre a Orquestra Filarmônica de Brasília
A Orquestra Filarmônica de Brasília foi fundada em 1985, destacando-se no cenário musical brasiliense com repertório erudito arranjos refinados de composições folclóricas e populares. O intuito é mostrar as várias possibilidades das nuances e timbres dos instrumentos que compõem um grande conjunto sinfônico, sempre buscando, pesquisando e mostrando propostas inovadoras em suas apresentações e projetos.

Um dos grandes marcos da orquestra foi realizar em 1995 a festa cultural em comemoração aos 30 anos de aniversário de Brasília, com a participação de Edson Cordeiro e artistas da cidade, com um público de mais de 30 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Em 1997, destaca-se a apresentação em homenagem ao Dia Mundial da Paz, no Anfiteatro Ponta Negra às margens do Rio Negro, Manaus.

Em 2001, participou do FESTINBONITO – Festival de Inverno de Bonito, MS. A OFB, apresentou-se com grandes músicos como Francis Hime, Elomar, Xangai, Rosa Passo, Aquille Pichi, Nei Salgado, Dois de Ouro, Renato Matos, Ney Rosauro, Guilherme Arantes, Hamilton de Holanda, Roberto Duarte, Thomas Toscano, Susan Clark, Bibi Ferreira, dentre tantos outros.

Tem apresentado projeto especiais para crianças, desenvolvendo concertos didáticos que incentivam o aprendizado musical e auxiliam na formação de platéias. Realiza o projeto social "Viva Arte Viva" que oferece gratuitamente oficinas de música, teatro e dança à comunidade do Distrito Federal.

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