Publicidade

Estado de Minas

Margareth Menezes traz show intimista, mas adverte: É tudo muito dançante


postado em 13/04/2011 08:00 / atualizado em 13/04/2011 11:44

A voz poderosa da cantora Margareth Menezes arrebata multidões pelas avenidas de Salvador todo santo carnaval. Mas longe dos trios elétricos, a baiana revela um lado intimista, para poucos, quando canta Naturalmente acústico, 13º álbum de sua carreira. É com essa proposta que Margareth faz show em Brasília, hoje e amanhã, às 20h, no Teatro da Caixa Cultural.

O espaço, que abriga pouco mais de 400 pessoas, condiz com a ideia do novo CD e DVD. “É sempre legal poder variar. Já fiz apresentações para milhares e também já fiz para público intimista, talvez até para menos gente do que nesse teatro. E um show num espaço menor, em um outro contexto, possibilita outras performances, outro repertório, outra interação com as pessoas... Acho que vai ser bem legal”, antecipa Margareth.

Apesar do novo show ser mais próximo do público, isso não quer dizer que será uma apresentação calminha e parada. Afinal, não há show de Margareth Menezes sem suas danças afro que preenchem o palco. “No show do CD Naturalmente, pouca coisa muda. Apenas as músicas e a forma de interpretar as mais tranquilas, porque de resto, é tudo muito dançante, mesmo as de ritmos diferentes, como o reggae e a embolada, por exemplo”, antecipa a cantora, que incluiu no repertório a música Os cegos do castelo, do Nando Reis, além das carnavalescas Saudação ao caboclo (Selei, meu cavalo selei) e Quero te abraçar. Gracias a la vida, sucesso de Mercedes Sosa, ganhou um molho apimentado na versão da baiana.

Reggae e embolada
Eclética, Margareth Menezes canta reggae, embolada, rock, pop e, claro, muita axé music. A intérprete da agitada Dandalunda costuma dizer que o seu repertório vai além da axé. Durante uma turnê pelos Estados Unidos, quando viu que classificavam a sua música como “afro brazilian pop music”, notou que dali sairia algo mais. Foi assim que surgiu o afropop brasileiro, que denomina uma corrente musical repleta de influências. “A minha música sempre foi muito além da axé music (que por si só já é algo amplo). Afropop é mundial, é regional, é dançante, é afro, é rock, é axé. É a união do tambor ao computador”, explica Margareth.

Quando esteve em Brasília em agosto do ano passado, Margareth Menezes participou do projeto Mães d’água, da Fundação Palmares, que reuniu as cantoras Mart’nália, Paula Lima, Daúde, Luciana Melo, Alaíde Costa e Rosa Maria Colin. Do encontro e da cidade, Margareth guarda ótimas recordações. “Gosto muito de fazer shows em Brasília, pois as pessoas, além de terem ótima energia, conhecem superbem o repertório, acompanham mesmo o show, trocam energias comigo. Brasília para muita gente é sinônimo de trabalho e seriedade. Para mim, também é, mas com muita, muita alegria e animação.”

MARGARETH MENEZES

Hoje e amanhã, às 20h, no Teatro da Caixa Cultural (SBS, Q. 4, Lt. 3). Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Informações: 3206-9448. Não recomendado para menores de 12 anos.

  • Tags
  • #
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade