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Estado de Minas

Gerson King Combo comanda a festa Swing Made in Brazil com o show Live P.A.


postado em 01/12/2011 12:08 / atualizado em 01/12/2011 12:15

Quem tem boa memória lembra-se de Gerson King Combo, lenda da soul music, considerado o “James Brown brasileiro” com todo o seu suingue e malemolência. Sensação na noite black do Rio de Janeiro na década de 1970, Gerson vem a Brasília nesta quinta-feira (1/12) para apresentar pela primeira vez o show Live. P.A, na La Ursa (Setor Bancário Norte). Os DJs Chokolaty, Celsão, Nino Mix, Dog Daia, Bola, Ocimar, A, Jana, Batma e Chicco Aquino completam a festa.

Gerson King Combo continua caprichando nas roupas extravagantes:
Gerson King Combo continua caprichando nas roupas extravagantes: "Meu figurino está ainda mais incrementado" (foto: David Obadia/Divulgação)

Com as capas extravagantes e os passos ritmados, Gerson se tornou um grande performer no palco. Hoje, o fôlego já não é mais o mesmo, mas a criatividade mantém-se mais forte do que nunca. “Meu figurino está ainda mais incrementado. Mandei fazer capas novas para o show aí”, disse em entrevista ao Correio.

Ontem, ele comemorou 68 anos com um grande sonho para 2012: “Quero fazer um show comemorativo dos meus 50 anos de carreira, com amigos convidados e em uma grande casa de shows”, anseia. No próximo ano, será lançado o documentário Viva black music, dirigido por David Obadia, sobre a história da soul music brasileira. O projeto faz parte da comemoração de meio século de carreira de Gerson King Combo, que acredita que a longevidade do seu sucesso esteja pautada pela disciplina black, ou seja “dançar como dança o black e amar como ama o black”, ensinamento da música Mandamentos black.

Dublagens
O começo da vida artística de Gerson foi com dublagens no programa Hoje é dia de rock, de Jair de Taumaturgo. Depois, ele foi coreógrafo da Jovem Guarda e um dos fundadores do grupo Black Rio. Na década de 1990, Gerson deu uma parada na carreira, após a morte da mulher Maria Angélica Cortes. “Quase desisti de tudo, o chão saiu completamente dos meus pés e não tive vontade de voltar para o palco”, disse o artista depois que retomou a rotina de shows, quase 10 anos depois, quando foi resgatado por Regina Casé no programa Muvuca.

Agora, com quase 70 anos, Gerson diz que a idade não o impediu de estar antenado com as novas tecnologias. Por isso, o Live P.A é uma evolução do seu som. Ao lado do DJ Ronaldo Groove, ele deu uma repaginada e deixou as músicas mais atuais e dançantes. No repertório, versões eletrônicas para os clássicos Mandamentos black, Funk brother soul e Good bye se mesclam em momentos de homenagens a James Brown e Tim Maia. O show, que mistura bases eletrônicas com instrumentos convencionais, tem a participação do guitarrista Heitor Nascimento, da saxofonista Mônica Ávila e da backing vocal Marfiza França.

A apresentação de hoje completa a décima segunda vez que Gerson King Combo vem à Brasília. Para ele, não é novidade tocar aqui. A cidade é querida por ele, que destaca os rappers Gog e Japão como grandes nomes do rap nacional ao lado de Bnegão, Rappin Hood, Black Alien e Marcelo D2. Com Gog, Gerson participou da gravação do DVD Cartão-postal bomba, no Teatro Nacional, em 2007. Daqui, ele segue para Goiânia, onde se apresenta com a banda Supergroove, no festival Goiânia Noise, amanhã.

Gerson King Combo

Nesta quinta (1/12), às 20h, na festa Black Star, na La Ursa (Ed. Paulo Maurício, Setor Bancário Norte). Ingressos: R$ 25
(preço único). Mais informações: 8417-6112. Não recomendado para menores de 18 anos.

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