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Estado de Minas

Aventura vivida por jovens em corrida da capital, nos anos 1960, vira filme


postado em 04/04/2012 08:16

A turma da Camber: Helládio Monteiro, João Luiz da Fonseca (Jean), Alex Ribeiro, José Álvaro Vassallo (o Zeca) e o patinho voador(foto: Amaro Júnior/CB/D.A Press sobre fotos de Elio Rizzo/Esp.CB/D.A Press - reprodução)
A turma da Camber: Helládio Monteiro, João Luiz da Fonseca (Jean), Alex Ribeiro, José Álvaro Vassallo (o Zeca) e o patinho voador (foto: Amaro Júnior/CB/D.A Press sobre fotos de Elio Rizzo/Esp.CB/D.A Press - reprodução)


Foi nos tempos de Woodstock, Che Guevara, da Guerra do Vietnã, de Pelé nos gramados, Emerson Fittipaldi zunindo no asfalto e de uma Brasília ainda criança, coberta por vastos descampados e terra vermelha. Quatro adolescentes apaixonados por automobilismo se encontraram na capital que nascia, e começaram a sonhar juntos com carros velozes. Em 1967, o quarteto construiu o Patinho Feio, carro de corrida improvisado que marcou o automobilismo local, montou a oficina mais badalada de que já se teve notícia na cidade e revelou ao mundo talentos como Nelson Piquet, Roberto Pupo Moreno e Alex Ribeiro. A história dessa meninada com gasolina correndo nas veias será tema de documentário, assinado pelo cineasta Denilson Félix.

A descoberta do conto de fadas com cheiro de combustível foi obra do acaso. Contratado para fazer um documentário sobre Nelson Piquet, há cinco anos, Félix mergulhou na pesquisa (apesar de o projeto não ter ido para frente) e acabou descobrindo uma festa promovida pelos donos da oficina onde o piloto havia trabalhado. A reunião da turma da Camber, a famosa oficina, era uma celebração aos 40 anos do Patinho Feio, uma engenhoca vermelha que foi sendo aprimorada ao longo dos anos e hoje é uma máquina reluzente, ainda em circulação pelas ruas de São Paulo. O carro fica sob os cuidados de Alex Ribeiro, um de seus inventores e ex-piloto de Fórmula 1.

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