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Estado de Minas

Documentário Girimunho tem montagem de filme de ficção


postado em 14/06/2012 08:50

(foto: Teia/Divulgação)
(foto: Teia/Divulgação)
Aproximar-se do filme Girimunho é como contemplar uma entidade com muitas faces. O primeiro longa-metragem assinado pelos diretores mineiros Hélvecio Marins Jr. e Clarissa Campolina requisita uma espécie de suspensão por parte dos espectadores do que sejam as características da narrativa cinematográfica clássica. A estratégia de simulação caminha por uma linha tênue entre documentário, ficção, ou docudrama. Há oito anos, Marins se aproximou da protagonista, moradora do município de São Romão, em Minas Gerais. “Nós dizemos que fizemos um primeiro longa-metragem velho. Fiquei oito anos dentro da casa dela. Ia anotando as histórias, gravava entrevistas. Quase tudo que está no filme são coisas que aconteceram nos encontros”, relembra o diretor.

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O também cineasta e roteirista Felipe Bragança (A fuga da mulher gorila e A alegria) examinou as histórias narradas pela senhora mineira para basear um roteiro de ficção. Depois, a diretora Clarissa Campolina tomou parte da direção com Hélvecio. Os anos de compilação da experiência em São Romão renderam dois meses de produção da fita, cuja trama gira em torno do impacto numa família causado pela morte do marido de dona Bastú, Seu Feliciano. “Nós filmamos o roteiro na ordem cronológica. As estratégias de direção seguiam decupagens de cenas de ficção. Não era ligar a câmera e ver o que acontece. O design de produção é muito pensado. Existe improvisação, mas é muito tendenciosa. Para mim, é totalmente uma ficção”, classifica o realizador.

 

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