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Estado de Minas

Festival de Ouro Preto valoriza documentários


postado em 20/06/2012 08:50 / atualizado em 20/06/2012 09:29

Único filme inédito a integrar o segmento intitulado Contemporâneo, dedicado a longas, na 7ª Mostra de Cinema de Ouro Preto, A mulher de longe, assinado por Luiz Carlos Lacerda, carrega no perfil do evento: um caráter histórico forte e de pesquisa se alinha à obra que explora vertente da literatura de Lúcio Cardoso adaptada para o cinema. “Estou nervosíssimo com essa homenagem que contou com meses de detalhada recuperação de filme pela Cinemateca Brasileira”, admite o diretor. Filho do produtor João Tinoco de Freitas, Lacerda buscou, por décadas, material embrionário de filmes (Almas adversas, 1948, e A mulher de longe, 1949) na trajetória do autor de Crônica da casa assassinada, que, pelas lentes de Paulo César Saraceni (Porto das caixas) e Lacerda (Mãos vazias), rendeu boas parcerias com o cinema nacional.


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“Além das imagens resgatadas, e completadas por fusões criteriosas de Alisson Prodlik, contei com diários de filmagens, organizados no Museu da Literatura na Casa de Rui Barbosa, e com trechos de roteiro. Nas criações, o escritor Lúcio Cardoso tendia a incorporar dados de tragédias gregas, numa linguagem digna de Pier Paolo Pasolini (Medéia) e Michel Cacoyannis (Elektra)”, adianta, em torno da fita a ser exibida no sábado.

 

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