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Estado de Minas

Poemas curtos fazem parte do livro "Poesinha pra caixinha"


postado em 25/06/2012 09:21

Sexta-feira de sol coberto por nuvens em Salvador. Com boa vontade dava para descer do apartamento no bairro da Vitória e caminhar até o Porto da Barra. No entanto, a arte-educadora e poeta Karina Rabinovitz e a artista visual Silvana Rezende estão diante de uma mesa com caixinhas de fósforos vazias, metros de papel cartão e estilete. Trabalham para dar conta de pedidos que chegam por e-mail e pelas mensagens do Facebook. De diversos cantos do país, as pessoas encomendam poemas curtos, que foram materializados em forma de uma delicada sanfona de papel, guardada, como um relicário, dentro de uma caixinha de fósforos. Ao abri-la, o leitor é iluminado pela chama poética da autora.

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“Se é pra viver com os pés no chão/Prefiro areia fofa de beira de praia” (em “Minhas nuvens”) ou “Um dia desses viro a mesa/ Viro eu mesma” (em “Desabafo”) são dois dos 44 poemas curtos que compõem a obra Poesinha pra caixinha (de fósforo), o terceiro “livro” de Karina Rabinovitz, que desenvolve um forte trabalho com jovens da periferia de Salvador. “Estou muito feliz com a recepção. Lançamos há quatro dias pelas redes sociais e já temos 160 pedidos para serem enviados pelo correio. A parceria com Silvana permitiu que a ideia virasse objeto concreto”, conta.

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