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Estado de Minas

Caetano e Gil fazem show raro pela memória de Dr. Ulysses Guimarães


postado em 17/10/2012 00:01 / atualizado em 17/10/2012 08:55

Show raro reuniu, na noite desta terça-feira (16/10) em Brasília, os dois mais importantes representantes da Tropicália. Caetano Veloso e Gilberto Gil fizeram antológica apresentação em memória de Dr. Ulysses Guimarães, na passagem dos 20 anos do desparecimento do deputado. Durante uma hora e meia, Caetano e Gil, por vezes em duo, revisitaram obras autorais, interpretando clássicos que criaram, ao longo de 50 anos de carreira.

(foto: Viola Jr./Esp. CB/D.A Press)
(foto: Viola Jr./Esp. CB/D.A Press)


O show, no teatro que leva o nome do homenageado, na Unip, na 913 Sul, foi aberto com Desde que o samba é samba (do álbum Tropicália Dois). Depois, Caetano foi de Sampa. Interpretou ainda grandes canções como Menino do rio, Leãozinho. Gil cantou, dentre outras, Refazenda, Super-homem, a canção, Domingo no parque.

Juntos, fizeram Saudade da Bahia (Dorival Caymmi), Cajuína (C. Veloso). E encerraram com o hino tropicalista Soy loco por ti America (José Carlos Capinan e G. Gil). Nos bis, aplaudidíssimos, interpretaram Esotérico, do espetáculo Os doces bárbaros, que, em turnê, foi apresentado em Brasília em 1976.

Pouco mais de 500 privilegiados assistiram ao espetáculo a convite do reitor João Carlos Di Gênio, da Unip. O show acústico - voz e violão - foi batizado de Navegar é preciso, verso da canção Argonauta. Caetano Veloso compôs a música com base em poema do Fernando Pessoa. A expressão foi tomada como mote de Dr. Ulysses na ante-candidatura dele à Presidência da República. A mestre de cerimônias foi a atriz Mariana Ximenes.

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