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Correio Braziliense

Disco de violonista faz uma viagem por regiões produtoras de cachaça

O violonista mineiro Alessandro Corrêa, radicado em Brasília há nove anos, resolveu adentrar o rol dos que homenagearam a branquinha e dedicou um disco inteiro a ela.


postado em 31/03/2013 08:15 / atualizado em 31/03/2013 09:28



A “marvada pinga” é o que atrapalha a veterana Inezita Barroso, como ela costuma cantar. Toquinho e Vinicius, durante as tardes em Itapoã, estavam sempre acompanhados de uma cachaça de rolha para “argumentar”. Já o João, de Erasmo Carlos, bebeu todo o destilado da cidade e acabou comendo “confete, serpentina e a fantasia”. Décadas mais tarde, a turma do Pato Fu decidiu tomar pinga, “mesmo já sabendo o que ia dar no fim”. Cachaça, parati, pinga… São incontáveis os nomes dados à bebida-símbolo do país. E são maiores ainda as referências à aguardente de cana-de-açúcar na música popular brasileira. O violonista mineiro Alessandro Corrêa, radicado em Brasília há nove anos, resolveu adentrar o rol dos que homenagearam a branquinha e dedicou um disco inteiro a ela.

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Só que Corrêa não quis apenas citar a cachaça e os efeitos inebriantes dela. Ele traçou um peculiar paralelo entre o destilado e algumas manifestações culturais do país para compor Bebida nacional, CD com 12 faixas instrumentais que será lançado esta semana. O músico de 33 anos não é o que se pode chamar de cachaceiro convicto: aprecia o líquido com moderação. O mergulho dele por esse universo surgiu a partir de um retrato dos mais tradicionais pontos produtores de pinga artesanal do país, feito pela rede Mapa da Cachaça, formada por apreciadores da bebida. “Eles fizeram um roteiro de alambiques centenários e eu pensei nos gêneros musicais que poderiam se enquadrar nessas regiões”, explica. “Minha intenção é de que o ouvinte viaje por esses lugares.”

Assista making of do CD

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