Jornal Correio Braziliense

Diversão e Arte

Professora da UnB explica o legado das obras de Alexandre Dumas e filho

Alexandre Dumas é conhecido pelos romances "Os Três mosqueteiros" (1844) e "O conde de Monte Cristo" (1844)



Assim, Dumas conseguiu estabilidade financeira para se sustentar como escritor e, a partir daí, passou a se dedicar aos romances. A professora de literatura francesa da Universidade de Brasília (UnB) Cláudia Falluh Balduíno Ferreira explica que o fato de Alexandre Dumas levar o contexto histórico vivido pela França na época aos palcos é o que fascina o espectador. "Alexandre Dumas pai tinha o dom do teatro, de fazer reviver a cena com toda a sua exuberância. Os episódios da história da França passam a ser cenas dos dramas que ele compõe. Então, a característica mais interessante é a ação e também o fato de ele buscar personagens que simplesmente fascinam por estarem vivendo o que a França estava passando naquele momento," afirma Cláudia Ferreira.

Ficção dramática
De acordo com a professora do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília (UnB), Junia Barreto, uma característica que marca tanto a obra teatral quanto a obra ficcional de Dumas pai é a identificação com o espectador e com o leitor. ;Ele é um amante do gênero do melodrama. Apesar de haver uma série de inverosimilhanças dentro das peças, as intrigas são tão complexas que elas impõem um ritmo muito grande para o leitor ou para o espectador dentro do que vai acontecer. Dumas se idenfitica menos como autor e mais como espectador ou como leitor então. Com isso, ele se aproxima do espectador e do leitor. Os personagens do Dumas têm uma profundidade particular. Ele é invulnerável, consegue se sair bem de todas as situações, punir os criminosos (uma coisa que é meio improvável). Então, o leitor se identifica,; explica Junia Barreto.