
Na próxima semana, se estivessem vivos, Alexandre Dumas e seu filho, que têm o mesmo nome, estariam completando respectivamente 211, na quarta, 24, e 189 anos, no sábado, 27. Em comum, além do nome, os dois escritores franceses deixaram um legado na literatura mundial.
Alexandre Dumas pai é um dos autores mais importantes do século 19, conhecido por romances históricos, como Os Três mosqueteiros (1844) e O conde de Monte Cristo (1844), o escritor começou criando peças de teatro, trabalho no qual foi bem-sucedido, principalmente com Henrique III e Sua Corte (1829), um dos seus principais triunfos no teatro romântico.
Assim, Dumas conseguiu estabilidade financeira para se sustentar como escritor e, a partir daí, passou a se dedicar aos romances. A professora de literatura francesa da Universidade de Brasília (UnB) Cláudia Falluh Balduíno Ferreira explica que o fato de Alexandre Dumas levar o contexto histórico vivido pela França na época aos palcos é o que fascina o espectador. "Alexandre Dumas pai tinha o dom do teatro, de fazer reviver a cena com toda a sua exuberância. Os episódios da história da França passam a ser cenas dos dramas que ele compõe. Então, a característica mais interessante é a ação e também o fato de ele buscar personagens que simplesmente fascinam por estarem vivendo o que a França estava passando naquele momento," afirma Cláudia Ferreira.
Ficção dramática
De acordo com a professora do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília (UnB), Junia Barreto, uma característica que marca tanto a obra teatral quanto a obra ficcional de Dumas pai é a identificação com o espectador e com o leitor. ;Ele é um amante do gênero do melodrama. Apesar de haver uma série de inverosimilhanças dentro das peças, as intrigas são tão complexas que elas impõem um ritmo muito grande para o leitor ou para o espectador dentro do que vai acontecer. Dumas se idenfitica menos como autor e mais como espectador ou como leitor então. Com isso, ele se aproxima do espectador e do leitor. Os personagens do Dumas têm uma profundidade particular. Ele é invulnerável, consegue se sair bem de todas as situações, punir os criminosos (uma coisa que é meio improvável). Então, o leitor se identifica,; explica Junia Barreto.