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Estado de Minas

Conheça algumas das ruas mais famosas da literatura por todo o mundo

Contos, crônicas e poesias descrevem a essência de vias famosas e daqueles que passam por elas. O Correio selecionou algumas obras que homenageiam esses espaços


postado em 21/07/2013 04:00

As ruas falam, respiram. Chegam a dançar à medida que os transeuntes aparecem e desaparecem. Tudo o que as compõe é orgânico, até mesmo as pedras são vivas couraças de proteção. Elas guardam memórias em asfaltos, sarjetas, passeios públicos e casas. Dizem e mostram-se aos que têm os sentidos apurados para perceber mesmo os murmúrios e vultos escondidos em esquinas. Não é à toa que o tema seja tão recorrente em crônicas, contos e poesias. O jornalista e escritor João do Rio defendia que as histórias mais interessantes estavam nas ruas, e não no fundo das redações; constatou que elas têm almas e destinos, como os homens. “A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. (…) o destino as conduz como conduz o homem, misteriosamente, fazendo-as nascer sob uma boa estrela ou sob um signo mau, dando-lhes glórias e sofrimentos, matando-as ao cabo de um certo tempo.”


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Se têm alma, se estão vivas, as vias experimentam cores, sons e cheiros. As pessoas se movimentam e oxigenam alamedas e avenidas — seres em trânsito, organismos em gestação constante. Escritores afinados com os cruzamentos de sensações das ruas puderam descrevê-las, cada uma a seu modo, em adjetivos expressivos, como fez João do Rio em A alma encantadora das ruas: “Honestas, ambíguas, sinistras, nobres, delicadas, trágicas, depravadas, puras, infames, ruas sem história, ruas tão velhas que bastam para contar a evolução de uma cidade inteira”. As ruas de Nicolas Behr, Honoré de Balzac, Truman Capote, Aldir Blanc, Elisa Andrade Buzzo e Nicolai Gógol também têm pulso, dissimulam, sorriem, encantam, são frágeis e fortes e bconvidam ao flanar descompromissado.



Avenida Niévski (Rússia)
Uma avenida que vive de casarões antigos e de memória. Nicolai Gógol expõe o cotidiano de São Petesburgo e as ilusões da Avenida Niévski, que era a principal da capital do império russo na época em que o conto foi escrito, entre 1832 e 1842.



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