Ricardo Daehn
postado em 10/10/2013 08:31

Com uma vida restrita à mesmice, no triângulo Nova Jersey, Filadélfia e Nova York, o jovem Leonard Peacock está às vias de completar 18 anos, no centro da narrativa do mais recente romance assinado por Matthew Quick. Consagrado a partir da adaptação de O lado bom da vida para Hollywood, o autor tem conexão com a juventude e intimidade ainda maior com o mundo do ;cada um por si; que detecta no protagonista.
Quick sabe ainda das ;babaquices; que circundam os superidiotas, nas palavras do narrador, detidos em frivolidades como o vestido de carne crua de Lady Gaga. Crítico, Leo não curte a arte moderna (nem a contemporânea) concebida sob peculiaridades como a da automutilação de Van Gogh. ;Eu não sou um seguidor. Não sou sociável. Nem mesmo estou no Facebook;, declara o rapazote dado à crença de que mal conheça pessoas com mais de 18 anos que prefiram a condição de estar vivo.
Sem a certeza de uma felicidade possível, Leo protela a própria existência. Mas, fatalmente, com os dedos ágeis correndo pela Wikipédia, esbarra em alarmantes dados de pesquisa em torno de suicídio. Munido de uma P-38 e de um ódio à centésima potência pelo ex-amigo Asher Beal, Leo tem pela frente um norte que rima com a desgraça antevista por um dos professores dele.
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