
Quatro dias de permanente tensão, mesmo passados mais de quatro anos, não se apagam, quando as horas trouxeram, a conta-gotas, o saldo de três tiros em cabeças de piratas e a condenação de um bandido a 33 anos de prisão. Num cenário desalentador, o capitão norte-americano da marinha mercante Richard Phillips manteve o prumo da responsabilidade, frente à violência infiltrada por piratas somalis.
Eles assumiram o comando do cargueiro Maersk Alabama, recheado de donativos destinado a povos africanos. Do trauma às telas de cinema, com direito a um inspirado Tom Hanks dando vida à sua pessoa, o capitão esclarece com exclusividade ao Correio, o propósito de ver o seu drama no cinema: ;Quero que as pessoas absorvam da história a ideia de que somos muito mais fortes do que nos percebemos; podemos mais do que acreditamos. São aspectos que nos ajudam a contornar os problemas do dia a dia;.
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A perseverança, acentuada entre tanto tumulto passado, segue como leme para o marinheiro de 58 anos. Com a chegada do filme às telas, Phillips voltou a ser celebridade. ;Ocasionalmente, era notado nas ruas. Com o filme, as pessoas uniram tal reconhecimento numa escala de heroísmo. Meus atos, aos olhos de alguns, pareceram heroicos ; mas discordo. De verdade, não me vejo como um herói. Esse posto cabe aos militares, a integrantes da Marinha e da Seal (grupo de forças especiais);, pondera Richard Phillips.
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