Jornal Correio Braziliense

Diversão e Arte

Alemão que guardava 1.400 obras em apartamento fala sobre os quadros

Cornelius Gurlitt revelou que costumava conversar com os quadros e tomou para si a missão de protegê-los



[SAIBAMAIS]Cornelius contou que as pinturas são sua razão de viver e nunca ficou tão infeliz quanto no dia em que as obras foram levadas do apartamento. Nem mesmo quando a mãe e a irmã morreram. Ele também revelou que costumava conversar com os quadros e tomou para si a missão de protegê-los depois que o pai, o crítico, marchand e colecionador Hildebrand Cornelius, morreu, em 1956. ;Eu nunca tive algo a ver com a aquisição das pinturas, apenas com sua guarda;, disse. Durante anos, ele ajudou o pai a esconder a coleção e considera que, graças à iniciativa, as pinturas não caíram nas mãos de russos, americanos e nazistas.

Confisco dos nazistas

Hildebrand era marchand e crítico famoso quando foi encarregado pelos nazistas de vender ou se livrar de obras consideradas ;arte degenerada; e provenientes, em boa parte, de museus alemães. Segundo Cornelius, para evitar que as pinturas fossem queimadas, o crítico passou a guardá-las no apartamento da família. As autoridades alemãs acreditam que uma parte da coleção pode ter sido confiscada de famílias nazistas como uma espécie de pagamento para que escapassem. Nesse caso, os herdeiros teriam direito a reaver as obras. Entre elas, há pinturas de Pablo Picasso, Henri Matisse, Oto Dix e Max Liebermann.

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