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Estado de Minas

Coleção comemora centenário de Vinicius de Moraes com 13 poemas inéditos

Datados aproximadamente de 1931, os manuscritos teriam sido feitos dois anos antes da publicação do primeiro livro do autor


postado em 24/12/2013 08:42

Fotos, partituras e textos compõem o Arquivinho Vinicius: parte da história do Brasil (foto: Robert Feinberg/Reprodução)
Fotos, partituras e textos compõem o Arquivinho Vinicius: parte da história do Brasil (foto: Robert Feinberg/Reprodução)

Tudo o que Vinicius de Moraes tocava ganhava formas de arte, vida própria e preciosidade. Mesmo as poesias manuscritas quando ele tinha apenas 16 anos já demonstravam que havia ali um poeta pronto, que se transformaria em mestre anos depois. O poetinha, que faria 100 anos em 2013, colecionou versos em cadernos, pedaços de papel, cartas de admiradores e amigos célebres como Tom Jobim, Carlos Drummond de Andrade, Antônio Cândido, Pablo Neruda, além de desenho e pintura, de Carlos Leão e Cândido Portinari, respectivamente. Tudo virou relíquia e faz parte da coletânea de documentos de Arquivinho Vinicius, que apontam de traços sutis a marcas profundas da vida do Poetinha.

A coleção é uma edição comemorativa que celebra o centenário do poeta com preciosidades guardadas por mais de 80 anos, como um caderno em edição fac-símile com 14 poemas, sendo 13 inéditos. Datados aproximadamente de 1931, os manuscritos teriam sido feitos dois anos antes da publicação do primeiro livro do autor. Outra raridade é um CD recheado de canções com letras e músicas compostas por Vinicius de Moraes e interpretadas por Miúcha.

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O caderno e o CD são as duas novidades da nova edição que Georgiana de Moraes, filha do poeta com Lila Bôscoli, descreve com entusiasmo: “O Arquivinho do Vinicius foi o primeiro que a Bem-Te-Vi fez, que era na época uma coisa mais caseira, feita em caixa de papelão. Com o centenário, resolveram elaborar nova edição, maior e com duas coisas de acréscimo: o disco da Miúcha — bem disparatado, vai de canções lindas e sérias a um frevo e a uma música que ele fez em inglês para mim, quando eu nasci. E o caderno de poemas dele, o primeiro, escrito à mão quando ele era adolescente, e que estava com tia Laetitia da Cruz de Moraes (irmã do poeta). Ela o levou ao escritório para incluírem na edição. Cada uma daquelas coisas são um apanhado de raridades, como se tivessem mexido no baú do Vinicius.”

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