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Estado de Minas

Técnicas e estilos da pintura fazem parte das tendências da novas tatuagens

As tattoos modernas ganham força como movimento artístico


postado em 20/01/2014 08:02 / atualizado em 20/01/2014 07:47

 

“Todo tipo de arte que pode ser aplicada em uma tela também pode ser adaptada para a pele humana.” A afirmação é de Morgan English, editora do Tattrx, site sobre tatuagens contemporâneas. Segundo ela, a tatuagem do início do século 20 era uma prática com estética uniforme e limitada à reprodução. Os desenhos mais populares eram símbolos que faziam apologia ao grupo social do tatuado. Somente certas pessoas eram ousadas o suficiente para fazê-lo, dado o estigma marginal pelo qual a prática era conhecida. Hoje, muitos elegem a tatuagem como uma maneira não verbal de se comunicar, expressando-se por meio de tatuagens originais, que reavivam diversos estilos das artes plásticas e podem ser qualificadas como genuínas obras de arte.

Rodrigo Tas, tatuador paulista, conta que o grande diferencial da tatuagem contemporânea é a liberdade que o profissional tem em poder criar o desenho definitivo, ao contrário dos tatuadores de épocas mais remotas, que só reproduziam desenhos prontos. “Meus clientes têm a vantagem de ganhar uma marca exclusiva, que ninguém terá igual. Adapto os desenhos que faço no papel para a pele. Desse modo, minha arte ganha vida”, explica.

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Rodrigo domina e mistura as técnicas da tatuagem aquarelável com o pontilhismo, estilo de pintura derivado do movimento impressionista, no século 19, que teve como principais expoentes os franceses Georges Seurat e Paul Signac. O tatuador explica que, na tatuagem aquarelável, fatores como a pigmentação da pele do cliente e o resultado final aguardado influenciam na hora de realizar o trabalho definitivo. “É uma técnica mais complexa. Alguns colegas diluem a tinta na água para obter o resultado aquarelado. Eu prefiro misturar as cores na tinta branca”, ressalta. Em relação ao pontilhismo, Rodrigo caracteriza a técnica como fácil de se conseguir: “Transfiro o trabalho que eu faço no papel para a pele, usando a agulha como se fosse uma caneta.”

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