Diversão e Arte

Roteirista faz adaptação para diferentes segmentos da televisão e cinema

Responsável pela trama de A grande família, Claudia adaptou conto de Sérgio Sant'Anna e dirige O homem só

Nahima Maciel
postado em 23/01/2014 09:00

Turma do seriado A Grande Família: velocidade para imprimir dinâmica a um programa semanal

Quando aceitou o convite do diretor José Eduardo Belmonte para transformar o conto O gorila em roteiro de filme, Claudia Jouvin nem quis ler uma versão anterior já escrita. Preferiu mergulhar direto no conto de Sérgio Sant;Anna, na verdade quase um novela sobre um sujeito que vive isolado e tenta preencher o vazio da solidão com trotes obsessivos para mulheres. O texto é curto demais para preencher mais de uma hora de filme, e Claudia sabia disso quando começou a leitura. Mas ficou tão absorvida pelos personagens que recriar a história de Sant;Anna para a tela foi natural. ;Tentei respeitar o clima da história. Quando li o conto, não queria nem ler a versão anterior do roteiro. Fui direto ao ponto para poder sentir o que aquele conto me provocava e para poder passar isso para o roteiro. O conto tem uma coisa quase de filme de terror. O Afrânio tem uma coisa sensual e muito sexual, que o Sérgio Sant;Anna tem, mas com um pouco de medo também;, explica Claudia.



O gorila
foi o primeiro trabalho da roteirista com Belmonte e a estreia no cinema. A dobradinha funcionou tão bem que ela também é autora do roteiro do próximo filme do diretor, A magia do mundo quebrado. Para ela, o Brasil tem bons roteiristas, mas há poucos diretores e produtores dispostos a bancar histórias mais autorais. ;Eu, com o Zé, tenho uma parceria muito boa. Conto minhas histórias, falo muito de mim quando estou escrevendo para ele;, garante. ;Ele me respeita como artista, então consigo me colocar muito no roteiro, falar de mim, das minhas histórias pessoais. Então, vale a pena mas nem sempre é assim porque as pessoas já vêm com coisas muito pré- concebidas, então você não consegue entrar muito.;

Claudia tem 34 anos e é uma das 11 roteiristas de A grande família, na Rede Globo. Há oito anos, ela contribui para a dinâmica cômica que move Lineu, Nenê, Agostinho, Bebel e Tuco. Formada em cinema e filha de roteirista, ela cresceu entre as telas e os sets de filmagem. Na televisão, aprendeu a ser rápida, a trabalhar com equipes muito grandes e a pescar no próprio cotidiano os detalhes capazes de afastá-la do perigo da repetição natural de um programa semanal. ;Quando você trabalha com televisão, trabalha com uma equipe enorme, é um processo muito mais industrial que o cinema. Os cinema é mais artesanal, mais artístico;, diz a roteirista.

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